Pronúncias

Pronúncias – Eu digo ‘Brasiu’, ele diz ‘Purtugal’ é o título da crônica de Ruth Manus publicada no Estadão, edição de 22 de abril. Texto muito divertido sobre as pronúncias para o mesmo idioma. Há uma porção de vídeos no you/tube explorando o assunto, muitos deles também divertidíssimos. A paulistana Ruth, advogada, feminista, escritora casada com um português, botou o assumpto no papel.

É ótimo saber que o gênero crônica, tão maltratado por alguns veículos impressos, tenha jovens brilhantes no Brasil, mesmo residindo em Lisboa como a bonita Ruth.

Caio Kraiser Blinder, 60 anos, nascido em São Paulo, residente em Nova York onde participa do programa Manhattan Connection, pronuncia “tárdiamente”. Um narrador do SporTV, ótimo cavalheiro narrando as corridas de Stock-Car, gosta de repetir que é a categoria mais longeva do automobilismo brasileiro. E sempre diz “longêva”, sem que um diretor de tevê ou um comentarista lhe diga que a ortoépia: é.

Enquanto isso, o Tribunal de Contas de MG resolveu listar as pessoas que têm vários empregos públicos. Grande novidade! O TCMG sempre foi pródigo ao pendurar em suas tetas um sem conto de patrícios. Agora, descobriu funcionários que acumulam de dois a dez cargos públicos.

Quando me mudei para Belo Horizonte, em 1996, conheci um jornalista que tinha 16 (dezesseis!) empregos públicos estaduais e municipais. Sujeito divertidíssimo, ele gostava de falar do seu truque: deixava um paletó em cada repartição para dar a entender que andava por ali.

News

News – Cobertura pífia da mídia sobre a entrega de condecorações em Ouro Preto. Ainda solto, nosso belo Fernando Damata Pimentel não se acanhou de amedalhar diversas pessoas naquela cidade. Deveria ter convidado a Búlgara, sua amiga há muitos anos. É o único brasileiro capaz de dizer que é muito amigo de Dilma Vana Rousseff.

A cobertura pífia nos remete ao castelhano que tem pifia e pifiar. Pifia pode ser golpe em falso que se dá com o taco na bola do bilhar, pode ser erro, descuido; na Bolívia, no Chile e no Equador é escárnio, como também é rechifla na Bolívia e no Peru. Rechifla é ação de rechiflar, gozar alguém, ridicularizar – e o negócio vai por aí com o risco de chegar ao talian, uma variante do vêneto, dialeto falado no Sul do Brasil, sobretudo no RS e em SC, como também no Espírito Santo.

Fernando Gabeira ouviu falar do talian e foi ao RS fazer matéria, que resultou muito chata para o telespectador. Mas é a tal coisa: para não perder a viagem ao RS, o jornalista faz a matéria tentando salvar os cobres investidos. Enquanto idioma, o talian é um pavor.

Como pavorosa foi a semana que passou para uma porção de políticos. É duro passar sete dias tendo notícias dos depoimentos do Odebrecht, do Joesley. E o corretor de textos adverte sobre a primeira frase deste parágrafo: “Se ‘foi’ estiver significando ‘ir’, use a crase”. É diabólico esse tal de computador. E dizer que já achei ótima a IBM 82-C elétrica, de esferas, que me permitia, trocando as esferas, usar seis fontes diferentes. No computador devo ter dez mil fontes e só uso a Tahoma, que, como sabe o leitor, é uma família tipográfica sem-serifa de grande legibilidade, comissionada pela Microsoft e desenhada por Matthew Carter em 1996. Comissionada? Copiei do Google…

O prefeito da Bariri, do PSDB, estuprou menina de oito anos. E Kate Middleton deu à luz um menino; a irmã de minha funcionária, outrossim. Que sejam felizes…

Libido

Libido – Energia que está na base das transformações da pulsão sexual, a energia vital das teorias de Freud envolve o macho da espécie em cada situação que vou te contar.

Do bom latim libido,inis ‘desejo violento, paixão’, é pulsão ilógica que pulsa ao sabor de situações sobre as quais o herói não tem controle. A partir daí, as coisas não têm a previsibilidade das eleições em Cuba, onde Miguel Díaz-Canel obteve 603 dos 604 votos possíveis.

Na semana que passou foi muito badalada a discussão sobre o fato de o Serginho ter sido algemado pelos tornozelos, além das algemas nos pulsos. Serginho é o tratamento que lhe dá Nelson Cândido Motta Filho, o Nelsinho. Realmente, Serginho não merece algemas só nos pés e nas mãos: também deve ser acorrentado pelo pescoço. Ainda assim, vai dar um jeito de continuar roubando porque é um gênio da corrupção. E tinha assessores também geniais na arte do desvio dos dinheiros públicos.

Sérgio Cabral, o pai, hoje muito doente, nunca foi ladrão. Aécio Cunha, pai do Aecinho, foi mineiro dos mais probos. Donde se conclui que é melhor não concluir nada e torcer para o negócio melhorar, que está muito difícil.

Data maxima venia

Data maxima venia – Pergunto ao ilustrado leitor de blogues o que pensa dos embargos infringentes nas turmas do Supremo Tribunal Federal? Na dependência de sua resposta, lembro que sábado, 21 de abril, é dia de patacoada em Ouro Preto, MG, corruptos condecorando corrompidos e corruptores, além de uns poucos inocentes, puros de sentimentos que se julgam dignos de ser condecorados. Tudo isso à vista dos Dragões que desfilam, coitados, pouco marciais pelo calçamento irregular das ruas ouro-pretanas.

É possível que até sábado o mundo já tenha notícia verdadeira sobre o anunciado ataque com armas químicas na Síria. Gases dependem da fase e das interpretações. Alfred Bernhard Nobel, nascido dia 21 de outubro de 1833 em Estocolmo, na Suécia, inventou a dinamite e hoje empresta seu nome ao Prêmio Nobel.

O relacionamento hétero, pouco divulgado mas ainda praticado por alguns, envolve gases. Na fase da paixão tem aquela confissão: “O seu punzinho não cheira”. Terminada a paixão vem o conselho: “Você precisa tomar dimeticona, silicone antiespumante de ação antiflatulenta”. Depois de meses, que podem durar alguns anos, a resolução: “Vou-me embora com os nossos bens, que não aguento peidorreiro”.

Adjetivo e substantivo masculino, peidorreiro entrou em nosso idioma no ano de 1789, enquanto o peido é do século XIV e a flatulência é inconha da humanidade. Inconha, caro e preclaro leitor: coisa que está muito pegada a outra. No Brasil atual, a corrupção é inconha da política. Fiemos que melhorem com a Lava-Jato. Que tal: gostou do verbo fiar? Não é para qualquer um. Bom final de semana.

Recuerdos

Recuerdos – Hoje era dia de falar das matérias da Band sobre a produção de leite no Brasil dando a entender que, produzindo leite no Triângulo Mineiro, você ganha dinheiro bastante para morar em Nova York num imenso apartamento com três empregadas e motorista particular.

O negócio não é bem assim, mas vi na tal matéria coisas espantosas como uma ordenhadeira eletrônica de última geração, que localiza e higieniza as tetas das vacas, ordenha e analisa o leite antes de encaminhá-lo para o tanque de expansão. Negócio inacreditável que funciona aqui mesmo em Minas, acho que em Uberlândia. Contudo, para o lucro ficar completo, o fazendeiro precisa encontrar um jeito de vender “espaço” para o pastor R. R. Soares, ele mesmo, o Romildo Ribeiro Soares, dono da Igreja Internacional da Graça de Deus, cunhado do bispo Edir Macedo, que comprou espaço na Band às seis da tarde para faturar os seus dízimos. Romildo é craque. Espaço naquele horário custa uma fortuna.

Mas, porém, todavia, contudo sou obrigado a trocar de assunto porque liguei o televisor por volta das seis da matina, no exato momento em que a polícia enjaulava um conhecido meu. Não digo amigo, mas jornalista muito conhecido. Junto com ele, a polícia engaiolou um vereador belo-horizontino e sua mulher, casal que não conheço pessoalmente.

Ontem, Aécio, Andreia e o primo Frederico Pacheco, da excelente família Pacheco de Medeiros, de Muriaé, foram transformados em réus. Em menino, levado por um tio, visitei os Pacheco de Medeiros em Muriaé. Rapazola, ciceroneei no Jockey do Rio um Pacheco de Medeiros, que desejava assistir às corridas de cavalos.

Na tribuna social, o muriaeense assustou-se quando viu passar por nós um irmão do Dr. Tancredo: “Ué! Este homem ainda está solto? Lá em Minas todos pensam que ele está preso”.

Risonho, falante, acho que solteirão, o irmão do Dr. Tancredo almoçava todos os domingos no Jockey com o editor José Olympio.

Pergunta

Pergunta – No artigo intitulado “Lula atrás das grades”, publicado no Estadão dia 16 de abril, Vargas Llosa, ninguém menos que Mario Vargas Llosa, depois de elogiar alguns brasileiros, escreveu o seguinte: “Mas se eu tivesse que escolher um deles como um modelo exemplar para o resto do planeta, não hesitaria um segundo para escolher Sérgio Moro, este modesto advogado natural do Paraná, que, após sua formatura, entrou na magistratura por concurso, em 1996”. E vai por aí relacionando o trabalho do magistrado Sérgio Fernando Moro e vários procuradores do Ministério Público de Curitiba.

No mesmo dia 16 de abril, na tevê, um comentarista criticava Moro por aparecer, sorridente, numa foto ao lado de Aécio Neves, como se fosse crime sorrir numa foto em que também aparece um político que, em 2014, teve a metade dos votos dos brasileiros quando candidato à presidência da República, depois de ter sido governador de importante estado da federação. Vale notar que foto não é de anteontem nem da semana passada.

Fiquei furioso com o comentarista da tevê porque já almocei com o Aecinho, a convite, no Palácio das Mangabeiras, quando ele governava Minas.

Cumprimentei-o cordialmente, trocamos duas palavras, é possível que alguém tenha fotografado o encontro. Depois da sobremesa e do café, aceitei um charuto cubano. Havia três caixas abertas sobre a mesa da sala palaciana. Fui criticado por confrades que também tinham acabado de almoçar: “Tira mais, seu bobo”. Acontece que o bobo foi educado no século e no milênio passados.

Motivo do almoço: eleição do ex-governador Francelino Pereira para a Academia Mineira de Letras, da qual faço parte desde 1995.

Lá mesmo, em Belo Horizonte, conheci pessoalmente Aécio Cunha, pai do Aecinho, mineiro de alevantadas qualidades morais e intelectuais, filho de Tristão da Cunha, avô do Aecinho, exemplo de honradez na política brasileira.

Componho estas bem traçadas na manhã do dia 17 de abril, antes da sessão do Supremo Tribunal Federal que talvez transforme Aecinho em réu. E pergunto ao ilustrado leitor de blogues: nos quase 200 países reconhecidos pela ONU existirá outro em que as sessões da respectiva suprema corte sejam objeto de transmissões televisivas durante horas?

Miscelânea

Miscelânea – Cidade-polo da Zona da Mata de Minas, Juiz de Fora é amiga das originalidades. A última foi anunciar pelas tevês o local onde “lá vai ter enfermeira fazendo o autoexame”. Ora, se a enfermeira faz o autoexame, examina seus próprios seios à procura de indícios da formação de tumores que podem ser malignos.

Dias antes, uma senhora de 64 anos (sessenta e quatro!) deu à luz linda menina. Gestação complexa: óvulo importado e sêmen de seu marido de 47 anos. Ainda assim, gestar e parir aos 64 é um feito.

Na mesma semana, um cavalheiro magro, forte, jovem, invadiu casa juiz-forana pelo telhado, roubou uma porção de coisas e aproveitou para estuprar a moradora de 77 aninhos. Conjunção carnal confirmada pelos médicos. O cavalheiro foi preso, confessou o roubo e o estupro, mas continuou suspeito para os jornalistas que noticiaram os crimes.

A mesma imprensa que chama de “suspeito” o autor de um crime, gosta de comer mosca quando noticia certos fatos. Por exemplo: o jovem senhor Túlio Gadelha compareceu ao Sindicato dos Metalúrgicos quando e ex-presidente Lula ainda estava por lá. Compareceu para “prestigiar” o ex-presidente.

E a imprensa não anotou a importância do fato, quando se sabe que o jovem Gadelha é das figuras mais importantes do planeta, versão brasileira do filósofo e administrador Emmanuel Macron, presidente da França.

Emmanuel Jean-Michel Macron, de 40 aninhos, é casado com Brigitte Marie-Claude Macron, que dia 13 de abril inteirou 65 primaveras. Túlio Gadelha, de 29 anos, tem 26 anos menos que sua noiva, a apresentadora de tevê Fátima Bernardes.

A imprensa insiste no circunflexo em cima do “e”, de Gadelha, para evitar a rima com velha, que a senhora Bernardes ainda não é. Groselha, corbelha e o arco-da-velha também rimam. E o resto é piu-piu, voz para chamar os galináceos, tanto assim que Túlio e Fátima passaram o último final de semana em Pernambuco numa praia chamada Porto das Galinhas.

Televisão

Televisão – Tive televisor no Rio antes das primeiras imagens transmitidas pela TV-Tupi. Televisor P&B de 14 polegadas. A vizinhança costumava aparecer para conhecer o aparelho importado dos EUA. Ligado na tomada, a tela chuviscava pontinhos brancos, pretos, cinzentos.

Meses mais tarde a TV-Tupi passou a gerar uma imagem em P&B, fixa, exibindo a figura de um índio, para que os técnicos pudessem regular as antenas particulares geralmente no alto dos edifícios.

E o negócio veio vindo por aí, P&B, cores, HD, TV-aberta, TV-paga, analógica, digital etc. e tal. A onda atual atende pelo nome de “interação”, que na rubrica sociologia é: “conjunto das ações entre os membros de um grupo ou entre grupos de uma comunidade”.

Trocada em miúdos, nossa interação televisiva consiste no seguinte: um idiota envia uma foto ou um recado e o canal de tevê transmite a idiotice. Ou, então, a rede televisiva inventa uma forma de receber (para retransmitir) milhares de vídeos e frases como o Grupo Globo na série “Brasil que eu quero”. Um dos cavalheiros que interagiu se chama Orinelson Gonçalves. Nome lindo! No candomblé, ori é a cabeça, a mente, a inteligência; a alma orgânica. Em espanhol, orinar é “expulsar la orina por la uretra”.

Quanto aos estertores do jornal impresso, só rindo para não chorar. Tem um Transegundo Homocaderno para veicular o mundo trans/homo e um primeiro caderno com diversas páginas inteiras de anúncios de um supermercado, que só existe no Rio e tem pessoas de baixa renda como público-alvo.

O Transegundo Homocaderno não se acanha de publicar a seguinte chamada no alto da primeira página do primeiro caderno: “Como e por que ‘A sutil arte de ligar o f*da-se’ virou o fenômeno editorial da vez no país”.

Foda-se na chamada de capa de um jornal impresso, ou mesmo no resto do jornal, mais que um “fenômeno editorial” é phodda, com ph de pharmacia e dois dês de Toddy.

Nome

Nome – Nos últimos dias o Estadão tem estampado anúncios de página inteira, ou de meia página, informando: “Somos o Banco MUFG Brasil S.A.”. Em seguida, vejo: “Após 99 anos atuando no Brasil, o Banco Tokyo-Mitsubishi UFJ Brasil S/A está adotando uma nova identidade corporativa. Agora somos Banco MUFG Brasil S.A. Mudamos o nosso nome, mas mantemos o compromisso de trabalhar todos os dias para contar com a sua confiança”.

E o negócio vai por aí em letrinhas miúdas, sem explicar por que adotaram, depois de 99 anos, um nome impronunciável no Brasil, a não ser que FG signifique “foda-se galera” ou coisa parecida.

Se funcionava no Brasil desde 1919, o Banco Tokyo-Mitsubishi UFJ Brasil S/A tinha obrigação de saber que MUFG é impronunciável por aqui. Vou ao Google para descobrir o seguinte: Mitsubishi UFJ Financial Group é uma holding bancária japonesa sediada em Chiyoda, Tóquio, Japão.

A MUFG detém ativos em torno de US$ 2,5 trilhões (JPY 230 trilhões) a partir de março de 2013 e é uma das principais empresas do Grupo Mitsubishi. É o maior grupo financeiro do Japão e a segunda maior holding bancária do mundo, com cerca de US$ 1,8 trilhão (JPY 148 trilhões) em depósitos em março de 2011. A Mitsubishi UFG Financial Group é a segunda maior empresa pública do país, quando medida pela capitalização de mercado.

E não sabe, aduz aqui o degas, escolher um nome para funcionar no Brasil, mas no finzinho da pesquisa descobri que FG deve significar Financial Group.

Resta-me descobrir, agora, o motivo pelo qual o corretor de textos aqui do computador ora sublinha de vermelho, ora deixa de sublinhar a palavra Group.

Kusukela

Kusukela – Since 1868, a Biscuiterie Jules Destrooper produz biscoitos na Bélgica. Since é inglês, em francês é depuis e em zulu é kusukela, que em português significa desde.

Portanto, desde 1868 os belgas produzem um negócio chamado Almond Thins ou Pain Aux Amandes, biscoito que me faz bem à alma, talqualmente faziam as cervejas produzidas no Reino da Bélgica, país situado na Europa ocidental, membro fundador da União Europeia. Capital: cidade de Bruxelas, 11.35 milhões de habitantes (o país, não a capital), línguas oficiais francesa, neerlandesa e alemã. Capital de fato da União Europeia, Bruxelas tem cerca de 1.200 milhão de bruxelenses.

Considerando que o mundo inteiro fala inglês e quem fala neerlandês se vira em alemão, presumo que os belgas sejam fluentes em cinco línguas e têm uma safra de ótimos jogadores de futebol de diversas cores, dos louros mais brancos aos pretos nigérrimos. Com um tiquinho de “conjunto” papam a Copa da Rússia, deixando brasileiros, franceses, alemães e companhia a ver navios.

Por falar em Copa, existe algo mais esquisito do que o senhor Lionel Messi atuar pela seleção argentina? Lionel Andrés Messi Cuccittini nasceu em Rosário, Argentina, há 30 anos, como poderia ter nascido na China ou em Ruanda. Seu futebol foi burilado em Barcelona, na Catalunha, que, por enquanto, pertence à Espanha. Portanto, Messi deveria atuar pela seleção espanhola como o senhor Diego da Silva Costa, nascido há 29 anos em Lagarto, Sergipe, Brasil. Naturalizado espanhol, Diego Costa defende a seleção daquele país.

Por derradeiro, uma explicação: as cervejas belgas continuam imbatíveis, mas parei de beber há coisa de dois anos.