Fufuquear, Toscanini e Escritora

Fufuquear – J. B. Serra e Gurgel, na 8ª edição de seu Dicionário de Gíria, diz que fufuquear é fazer sexo. Assunto que vem à balha, sempre mais chique do que vir à baila, com o deputado André Fufuca (PP-MA) presidindo a Câmara Federal na ausência do presidente Rodrigo Maia e do vice-presidente Fábio Ramalho.

No mesmo Dicionário, Serra e Gurgel informa que “fudeu!” significa “deu tudo errado!”. Faz tempo que o Brasil atravessa período em que tudo dá errado, já por incompetência dos seus dirigentes, já pela corrupção em todos os níveis.

Médico, o deputado André Luiz de Carvalho Ribeiro, mais conhecido como André Fufuca, nascido em 1989 em Santa Inês, Maranhão, Brasil, com sua bela cabeleira negra penteada para fazer inveja aos carecas do Congresso, ainda quando não consiga resolver os problemas nacionais, permite que o comentário “fudeu!” seja alternado com “fufucou!”, diferente de fufuquear, isto é, fazer a melhor coisa da vida.

 

Toscanini – Arturo Toscanini (1867-1957) foi um gênio da regência musical. Prestou à humanidade serviço inestimável no campo da música clássica. Seu talento jamais esteve a serviço do fascismo de Benito e ao nazismo de Adolfo.

Como todo gênio tinha certas maluquices, sobretudo e principalmente no terreno sexual. Por exemplo: mandar um lenço pelos correios pedindo a uma de suas namoradas, a pianista italiana Ada Mainardi, que o devolvesse, também por via postal, empapado de seu sangue menstrual.

Há que desconfiar dos gênios. Faz tempo que desconfio do ministro Sarney Filho, o Zequinha, cuja invulgar genialidade foi descortinada por sua avó Kyola Ferreira de Araújo Costa. 

Desde 14 de julho de 1957, quando veio à luz na cidade de São Luiz, capital do glorioso Maranhão, Zequinha tem sido avaro da genialidade anunciada por dona Kyola, mas a nação respeita a antevisão avoenga e continua procurando um sinal, uma palavra, um gesto que possa demonstrar a genialidade de sua excelência.

 

Escritora – Clara Averbuck, 38 anos, se apresenta como escritora. É fácil. Escritor não precisa de diploma como advogado, médico, dentista, engenheiro.

Matéria de meia página no Estadão, com foto colorida de 12 x 14,5cm, apresenta a escritora branca, plus size, rosto bonito, tatuagem pavorosa de ombro a ombro abaixo o pescoço, educadíssima: “Queria chamar de ‘tentativa de estupro’, mas foi estupro mesmo, Tava bêbada? Tava. Foda-se”, escreveu a gorducha ao acusar um motorista do Uber de ter enfiado “um dedo imundo em mim”.

 A partir do “Foda-se” a matéria é irrelevante. Pouco importam o limpamento do dedo enfiado na “calcinha mínima” da bêbada, a demissão do motorista do Uber, o auê aprontado pela escritora, o conceito de estupro que pressupunha “cópula vagínica” e hoje serve para tudo, até para dedo imundo em calcinha mínima.

Pena que o Estadão gaste papel e tinta com uma bêbada plus size, que em catalão é més mida, em zulu ubukhulu besayisi, em italiano taglia grossa e em latim plus amplitudo, como ensina o Tradutor Google, esclarecendo que digitus turpis, ainda na língua indo-europeia falada pelos habitantes do Lácio e pelos antigos romanos, desde o século VII a.C., significa dedo imundo.

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