Haiti e Seleções

Haiti –Depois de 13 anos a serviço da ONU, as tropas brasileiras terminaram sua missão no Haiti. Viajou com o ministro Jungmann, da Defesa, para participar da cerimônia de encerramento, o senador Fernando Collor (PTC-AL), prova de que o Haiti não dá sorte. Além do terrível terremoto de 2010, com presumíveis 200 mil mortos, recebe a visita “oficial” de um senador acusado de uma dúzia de roubos gravíssimos. Fazendo política, Fernando Affonso Collor de Mello seria indigno do posto de vereador em Canapi, mas é senador da República.

Houve quem sugerisse um novo Plano Marshall para recuperar o Haiti. Conhecido oficialmente como Programa de Recuperação Europeia, o Plano Marshall foi o principal programa dos Estados Unidos para a reconstrução dos países aliados da Europa nos anos seguintes à Segunda Guerra Mundial, iniciativa que recebeu o nome do Secretário de Estado dos Estados Unidos, general George Catlett Marshall Jr. (1880-1959).

Reconstrução significa “ato ou efeito de reconstruir” possível na Europa, impossível no Haiti. Como reconstruir algo que nunca foi construído? Mais inteligente seria um Plano Collor conduzido pelo próprio senador, que juraria abandonar a Pombajira adotada na Casa da Dinda, subdivisão da linha de Iemanjá na umbanda esotérica, aderindo ao vodu haitiano.

 

Seleções – Nas eliminatórias para a Copa de 2018, jogos transmitidos ao vivo e em cores pelas nossas tevês, sociólogos, historiadores e a mais gente que se dedica aos estudos nesses campos têm assunto para escrever uma porção de livros sérios.

Partindo do fato de que raça pura não existe, fiquemos com as cores das peles dos jogadores que atuam por suas seleções nacionais. A Europa e os países nórdicos estão popularmente associados às peles brancas, o que não impede a seleção francesa de utilizar normalmente oito negros entre seus 11 atletas. E conseguiu empatar com a seleção de Luxemburgo, país com pouco mais que 500 mil habitantes, rivalizando em população com o município de Juiz de Fora, MG.

A seleção da República Checa tem 10 brancos e um preto, aliás chamado Selassiê. A Dinamarca, país do tamanho da área amazônica da Renca (Reserva Nacional de Cobre e seus Associados), que está dando um bololô dos diabos, tem 10 brancos e um preto, enquanto a Holanda, jogando futebolzinho de quinta categoria, tem três atletas de cor. Húngaros branquíssimos, vários portugueses com alguns pés e as respectivas chuteiras em África. Poloneses brancos, um alemão escuríssimo, presumo que os noruegueses sejam brancos, mas não vi o jogo.

Tudo, insisto, no terreno da cor da pele, que “raça pura” só existe por iniciativa dos criadores de animais das diversas espécies, quando convencionam o padrão racial para que o bicho seja considerado “puro”.

Ficou célebre o caso de famoso criador que pintou de preto a vassoura do rabo de um dos seus touros nelore, para enquadrá-lo no padrão da raça. Por mal dos pecados, numa exposição alguém se lembrou de segurar na vassoura do touro e a tinta sujou sua mão. Lavada, a vassoura deixou de ser preta, o nelore foi desclassificado e o expositor ficou desmoralizado.

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