Gravação e Vuelta à España

Gravação – Joesley Batista, o açougueiro-geral da República, gastou quatro horas de conversa gravada com seu sócio Ricardo Daud para constatar uma verdade que poderia ser dita, à sua moda, em quatro palavras: “Nós é bandido, Ricardinho”.

 

Vuelta à España – Sempre que possível, gosto de assistir às etapas diárias da Vuelta à España, prova internacional de ciclismo. Os locutores falam pelos cotovelos e deixam passar batidas as aldeias várias vezes seculares – castelos, fortalezas e monumentos de incalculável valor histórico.

Estradas nem sempre boas, algumas ruins ou péssimas, sem acostamentos, estreitas até para bicicletas, casas esparsas ao longo das montanhas. Solos muitas vezes horríveis. Milhões de oliveiras aproveitando trechos menos ruins. Num trecho de serra, árvores bonitas plantadas em terras nuas, sem qualquer outro tipo de vegetação, uma graminha, um matinho, nada de coisa alguma: só árvores bonitas de bom tamanho. Presumo que produzam diversos frutos secos, indeiscentes, com uma semente como as nozes, plural de noz, do latim nux,cis ‘todo fruto de casca ou que é de casca dura’.

Em seus 504 mil km2 a Espanha deve ter estradas e solos ótimos, mas os organizadores da Vuelta ciclística têm motivos para escolher regiões singulares. Nos trechos próximos do País Basco há casas simpáticas, cobertas de telhas de barro, e pastagens de ótima qualidade.

Nos finais de cada etapa, como acontece no ciclismo italiano e no francês, milhares de idiotas invadem as pistas prejudicando a passagem dos ciclistas, ainda que raros policiais fardados, distribuídos nas laterais da pista, intervenham para tentar impedir as manifestações dos imbecis.

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