Chacrinha, Geddel, Furacão F1, Luz, Maçonaria e Eles foi…

Chacrinha – Os 100 anos do nascimento de José Abelardo Barbosa de Medeiros (Surubim, PE, 30.9.1917), conhecido como Chacrinha, ensejam homenagens no rádio e na televisão, veículos em que o pernambucano se notabilizou.

Na Globo, o número do telefone anunciado durante os seus programas era rigorosamente igual ao do meu telefone de Juiz de Fora, MG, diferindo somente nos algarismos iniciais, que identificam o Rio ou Juiz de Fora.

Daí que muitas pessoas erravam ao discar e o telefone tocava na minha sala: “Quero falar com o Chacrinha”. Como era impossível explicar o erro a um sujeito que telefonava para o Chacrinha, adotei explicação padronizada: “Seu Abelardo está gravando”. Todos agradeciam emocionados, educadíssimos, felizes de ouvir a voz de um funcionário de José Abelardo Barbosa de Medeiros.

 

Geddel – Os pastores do PSC-BA, Partido Social Cristão, quando embarcaram numa candidatura de Geddel Vieira Lima ao governo da Bahia, disseram que seu nome tem significado cristão: “o homem que engrandece”.

O deputado federal e membro da Assembleia de Deus, Milton Barbosa (PSC-BA), no Encontro Regional das Assembleias de Deus, abençoou a caminhada do então ministro Geddel, com o apoio entusiasmado do pastor Valdomiro Pereira.

Tenho diversos dicionários etimológicos da língua portuguesa, alguns raríssimos da melhor supimpitude, procurei neles todos e não encontrei Geddel.

Agora, baseado na informação dos pastores do PSC e nas fotos do dinheiro estocado no apartamento baiano, concluo que o significado cristão pode estar certo, pois engrandecer é aumentar, crescer, tornar maior, ficar grande, conquistar mais – tudo que Geddel Vieira Lima tem feito quando rouba neste país grande e bobo.

Ainda assim, Gordo Estabanado Deixa Digitais ELadroeira, mais que possível, é etimologia confirmada pelos fatos.

 

Furacão F1 – Nos conformes do noticiário das tevês brasileiras, o Furacão Irma não foi da Categoria 5, mas da Categoria F1. Isso porque, dependendo da emissora, a velocidade dos ventos variava de 185 km/h a “quase” 300 km/h, como nas corridas de Fórmula 1.

Algo me diz que os jovens jornalistas confundiram quilômetros com milhas, considerando que 185 milhas por hora correspondem a 296 km/h.

Enquanto isso, no feriado de quinta-feira uma jornalista de economia, alfabetizada, soltou um “eu teria trago”. Melhor faria se soltasse um pum.

 

Luz – Dia 7 de setembro, 4h40min da madrugada, o único satélite da Terra, cuja evolução em torno do nosso planeta dura cerca de 28 dias e 8 horas, quis ter a gentileza de, refletindo a luz do Sol, iluminar o quarto de cama do philosopho. Por mais que envelheça, o referido philosopho não se cansa de admirar a Lua.

 

Maçonaria – Churchill, Lincoln, Napoleão, Mark Twain, Carlo Collodi, Beethoven, Albert Schweitzer, Benjamin Franklin, John Huston, Diogo Antônio Feijó, Stendhal, Chaplin foram maçons, contou Ignácio de Loyola Brandão em sua crônica de 1º de setembro no Estadão.

Claro que o humor de Mark Twain, a música de Beethoven, a genialidade de Chaplin não eram consequência da maçonaria, mas, se foram mesmo maçons, engrandeceram a “instituição de caráter universal, sociedade filosófica, filantrópica, iniciática e progressista” (fonte: Wikipédia).

Sempre se disse que a maçonaria tem um prestígio danado. Pena que não se organize para dar um jeito no Brasil. No BB tive colega maçom, excelente patrício, figura singular que acumulava as funções de agente secreto do Regime Militar de 64.

Andava armado, tinha duas filhas e residia no Mangue, então conhecido como bairro do mais baixo meretrício do Rio. Suas filhas saíam de casa para tomar o ônibus seguidas à distância pelo pai. Sempre que algum engraçadinho bulia com uma delas, o pai encostava a ponta do revólver nas costelas do galã para explicar que a moça tinha família.

Quadro tão absurdo que parece mentira, mas foi a mais pura verdade. Nordestino, baixinho, o colega cumprimentava com o aperto de mão que inclui um sinal maçom. Apresentado pela terceira vez a um sujeito, repetindo o sinal no aperto de mão, notou que o tal cavalheiro, por sinal meu amigo, devolveu o sinal. Perguntou: “O senhor é maçom?” e ouviu a explicação: “Não, senhor. É que o senhor sempre me cumprimenta assim”.

Virgem de convites para a maçonaria, não escapei do Rotary, uma única sessão, quando constatei que começam as reuniões batendo palmas para o pavilhão nacional. Na flor dos meus vinte e poucos aninhos, achei que já tinha passado da idade de aplaudir a bandeira do Brasil.

Bastou-me a letra do hino, que decorei no curso primário: “Salve lindo pendão da esperança!/ Salve símbolo augusto da paz!/ Tua nobre presença à lembrança/ A grandeza da Pátria nos traz”. É dose.

 

Eles foi… – “Nós não vai ser preso, Ricardinho” profetizou Joesley, o Nostradamus do banditismo nacional. Mau profeta, ferrou-se. Desde ontem “eles foi preso”.

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