Absurdo, Eleições, Chuviscos, Manson e Pergunta

Absurdo – A gratuidade do ensino superior nas universidades públicas é um dos absurdos do nosso ensino. Alunos que têm condições devem custear os seus estudos. Estima-se que mais de 40% dos universitários tenham condições de pagar.

“Ego promitto me, semper principiis honestitatis inhaerentem, mei gradus muneribus perfucturum atque operam mea in iure patrocinando, justitia exsequenda et bonis moribus praecipiendis nunquam causae humanitatis dufunturam.”

É divertido procurar esse juramento no Google para transcrever no blog. Você não encontra dois textos iguais, prova de que pouca gente sabe latim.

Fiz o juramento ao concluir o curso de Direito, gratuito, na famosa faculdade do Catete, com professores de um nível poucas vezes alcançado na história dos cursos jurídicos brasileiros. Se não aprendi nada, a culpa foi minha, não dos mestres.

Releva notar que durante o curso tinha emprego excelente, ganhava ótimo salário e comparecia à faculdade dirigindo um Cadillac modelo antigo, mas Cadillac, que estacionava nas ruas do Catete.

 

Eleições – Cabral, Garotinho, Rosinha, três ex-governadores do RJ presos, sinal de que o eleitorado fluminense não tem sido muito feliz na escolha dos seus governantes.

Sábio é o eleitorado mineiro ao sufrugar as figuras impolutas do Aecinho, do Pimentel, do Eduardo Azeredo. Sábio é também o eleitorado brasilisense, que soube escolher Joaquim Roriz, José Roberto Arruda e Agnelo Queiroz.

 

Chuviscos –  Entre as 10h da manhã de domingo, 19 de novembro, e as 10h do dia seguinte, o Inmet anotou “chuva volumosa” em Seropédica (RJ), 71,0mm, Cacoal (RO), 65,0mm, Cordeiro (RJ), 64,4mm, Juiz de Fora (MG), 63,0mm, Petrópolis (RJ), 59,4mm, Ibirité (MG), 57,6mm, Ouro Branco (MG), 57,6mm, Valença (RJ), 57,2mm.

Em 24 horas foram chuviscos, se comparados com os 82mm que anotei em exatas duas horas na fazenda de Três Rios (RJ). Tinha relógio no pulso e pluviômetro no jardim. E acompanhei ao vivo, sentado no alpendre, o fenômeno de a água subir e alcançar locais em que, pela lógica, não poderia chegar.

Quase alcançou o nível do alpendre, 20 centímetros acima de um platô que, também pela lógica, não poderia alcançar.

Diante de outras precipitações de que temos notícia, 82mm em duas horas são pouco mais que nada e já provocam estragos imensos. Na tarde da tal chuva, saí de carro (com tração nas quatro rodas) pouco depois e constatei os estragos nas fazendas vizinhas. Portanto, chuva é indispensável, mas sem excessos. Lembra o copo de vinho tinto, que faz bem ao coração. Muitos copos de enfiada podem levar ao coma alcoólico.

 

Manson – Charles Milles Manson, nascido Charles Milles Maddox em Cincinnatti, no dia 12 de novembro de 1934, finalmente bateu o pacau dia 19 de novembro. Condenado à morte em 1971, com a pena transformada em prisão perpétua, passou 46 anos na cadeia dando despesas aos EUA e confirmando o horror das penas de morte ou de prisão perpétua.

Na pena de morte há o risco do erro judiciário, pequeno mas há. Na prisão perpétua o país gasta horrores com o detento, os carcereiros, a cadeia e o mais que se possa imaginar, sem prejuízo do inimaginável.

Razão tinha um desembargador meu amigo, mineiro dos mais ilustres, que verberava as duas penas e defendia o saudoso esquadrão da morte: “Não erra uma”.

 

Pergunta – Alguém pode me explicar por que Régis Fichtner e Georges Sadala Rihan ainda estavam soltos?

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