Opiniões, Falares, Guardanapos, Nome e Reincidências

Opiniões –  Se você compra um livro tem o direito de gostar ou não gostar do que leu, de opinar, mesmo não sendo crítico literário. Direito que também se aplica aos programas que entram em sua casa pela tevê a cabo. Se você paga por ela, pode gostar ou não gostar do que vê e ouve, como fez o excelente J.A., no e-mail que me mandou.

“Prezado Eduardo. Tenho solene antipatia pela jornalista Bete Pacheco, do G1. Ela fala né de dois em dois minutos, né, é um saco, né. Diz-se editora de cultura e elogia exposições, pinturas e livros que, na minha  opinião, não valem um pentelho ou um peido. Nosso cardiologista J. G. acha Bete gostosa. Questão de opinião. Há três dias falou sobre os perigos da hepatite A. Que a incidência está aumentando, que a hepatite A é um perigo, né, que tem neguinho que está abandonando a camisinha porque ninguém mais tem medo de AIDS, né. Que a hepatite A é incurável e gravíssima. Que pega pelo coito, né. Como sempre, falou do que não entende, né. A hepatite A é doença benigna, 75% da população brasileira tem anticorpos contra a doença, pois a tiveram sem perceber e ficaram imunizados. É doença que se transmite pelas fezes do infectado e prolifera em regiões com serviços sanitários precários. Conheci várias pessoas que contraíram a “tiriça” nas praias fluminenses e capixabas, noutros tempos. A cura é espontânea e confere imunidade. Não sei se você tem simpatia pela Bete, né. Grande abraço. J. A.”

Chamado à colação, admito que também acho a moça bonitinha, mas bobinha, e desconcordo da maioria das suas opiniões. Sou implicante à beça e à bessa. Recuso-me a assistir aos programas – e são muitos… – que tenham como participante um cavalheiro chamado Xico Sá.

 

Falares – Está no Face: nosso belo William Bonner teria dito sobre o desaparecimento do submarino argentino: “É também possível que o submarino esteja flutuando na superfície”. Quando acaba, parece que a nave de guerra afundou no fundo do mar.

 

Guardanapos – Impiedosa e absurda a decisão de três desembargadores do TRF de mandar de volta para a penitenciária a advogada Adriana Ancelmo, que cumpria prisão domiciliar para educar seus dois filhinhos.

Tudo bem que a escola, a governanta e o resto da família também eduquem, mas só a mãe amantíssima, vivida, experiente, pode ensinar aos meninos a técnica de amarrar guardanapos de pano branco na cabeça para jantar em Paris.

 

Nome – Foi necessária a prisão em Benfica para o Brasil descobrir que o nome de Rosinha Garotinho, ex-governadora do Rio de Janeiro, se chama Rosângela Barros Assed Matheus de Oliveira.

 

Reincidências – Reincido em paspalhices que me deixam furioso. Paspalhice não é crime, mas desgosta o paspalho. Dou-lhes exemplos quase diários: não resisto às fotos e às notícias dos namoros de celebridades como Bonner e Fátima. Que levaria um sujeito a perder o seu tempo com as notícias e as fotos de Fátima, abraçada ao jovem namorado, numa praia do Nordeste? E de Bonner, trocando carinhos com a jovem namorada num restaurante paulistano?

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