Judiciário, Crefisa, Notícia e Réveillon

Judiciário – Públicas ou privadas, as coisas devem respeitar certa lógica. Exempli gratia: o segundo ano de um curso deve ficar depois do primeiro e antes do terceiro. O quarto pavimento de um edifício fica entre o terceiro e o quinto. Fora daí, o quadro propende para a palhaçada que temos visto no Judiciário.

A começar pela escolha dos ministros do Supremo por um presidente analfabeto, ad referendum de um Senado majoritariamente trambiqueiro em que circulam, como padrinhos dos indicados, Joesley Batista, seu irmão e sua equipe.

Entonces, como dizem os espanhóis, llavors em catalão, ministros e ministras, eventualmente escolhidos por presidente alfabetizado, mas referendados pelo mesmo Senado, retiram as tornozeleiras de ex-governadoras. Realmente, em decúbito dorsal recebendo a visita de seus companheiros e senhores, uma tornozeleira pode incomodar o lombo do galã prejudicando o ato.

Veja o claro e preclaro leitor que não me referi a “maridos e senhores”, mas a “companheiros e senhores” para abranger os casos em que os parceiros pertencem aos nossos gloriosos corpos de bombeiros, que combatem os fogos de variada natureza inclusivamente os sexuais.

Ruy Castro, trêfego e peralta, matou a charada fluminense em texto recente: “Desde 1970, o Rio teve a infelicidade de ser dominado por duas máquinas de poder, o chaguismo (de Chagas Freitas, 1914-1991) e o brizolismo (de Leonel Brizola, 1922-2004). Com ou sem os titulares, essas facções, fortemente enraizadas a bandidos de todo tipo, revezaram-se no comando da cidade e do Estado. Todos os governadores e prefeitos eleitos aqui nesse período saíram de uma ou de outra.

Mas ninguém nos alertou para a fusão entre elas sob Sérgio Cabral. Oriundo tanto do chaguismo quanto do brizolismo, ele formou com Executivo, Legislativo e Judiciário locais, dirigentes de estatais, burocratas de vários níveis e empresários de confiança um aglomerado maciço de corrupção, de modo a não vazar nada, nada, nada.

Esse desastre talvez até pudesse ser previsto. Mas não suas dimensões”.

Enquanto ao mais, convenhamos em que a locução adverbial exempli gratia, que significa “por exemplo”, pegou bem à beça e à bessa.

 

Crefisa – Enturmada no Grupo Globo, anunciante no Jornal Nacional, a Crefisa é uma arapuca financeira fundada em 1964 por José Roberto Lamacchia, hoje presidida pela senhora Leila Mejdalani Pereira, nascida há 53 anos em Cabo Frio, RJ, casada com José Roberto, 21 anos mais velho.

Trabalhando com os tais “juros de mercado”, a Crefisa é hoje uma potência, montou a FAM, Faculdade das Américas, além de patrocinar o Palmeiras, clube do futebol paulista.

Claro que o Grupo Globo não dá um pio sobre a Crefisa, esculhambação que ficou a cargo da Rede Band em reportagem várias vezes reprisada, depoimentos do pessoal do PROCON etc.

Um único aspecto positivo na mixórdia FAM-Crefisa: Leila Mejdalani Pereira adora ópera e conta que já viu La Traviata 500 vezes sempre chorando muito.

Ópera em quatro cenas (três ou quatro atos) de Giuseppe Verdi, libreto de Francesco Maria Piave, baseada no romance “A Dama das Camélias”, de Alexandre Dumas Filho, La Traviata estreou dia 6 de março de 1853 no Teatro La Fenice, o principal teatro lírico de Veneza. Diz a Wikipédia que La Traviata, em sentido figurado, significa “a mulher caída”.

Os milhões de explorados pela Crefisa não estão caídos, mas phodiddos com ph de pharmácia e dois dês de Toddy.

 

Notícia – 2017 terminou com a palpitante notícia veiculada pelo provedor Terra: “Pabllo Vittar planeja passar réveillon sem calcinha: ‘Esconder menino com fita’. Destaque no primeiro dia do Festival da Virada de Salvador, a cantora vai se inspirar em Anitta na superstição da virada”.

 

Réveillon – Wesley Safadão passou o réveillon cantando em Fortaleza, enquanto Wesley Safadíssimo e seu irmão Joesley passaram na cadeia. Longa vida ao safadão, longa pena aos safadíssimos.