Estupros, Ad subjiciendum, Libéria, Exagero e Vestibular

Estupros – Monarquia constitucional, área de 449 mil km2, cerca de 9 milhões e 500 mil habitantes, idioma oficial sueco, idiomas minoritários finlandês, meänkieli, lapão, romani e iídiche –  a Suécia pisou na bola ao dizer que sexo sem consentimento verbal será considerado estupro.

Segundo a vice-primeira-ministra Isabelle Lovin, a recente onda de denúncias de assédio sexual nos Estados Unidos, simbolizada na campanha #Me Too (eu também), mostra que há necessidade de mudar a lei sueca para exigir que as pessoas deem um consentimento claro antes de qualquer ato sexual, permissão em sueco, finlandês, meänkieli, lapão, romani ou iídiche.

Brasileiras residentes na Suécia, presumo, podem consentir em português. Botar em sueco é att sätta, em finlandês é laittaa, em norueguês é a sette, o que não implica botar sete vezes, proeza que requer juventude, entusiasmo e clima quente. O “a” de a sette tem uma bolinha em cima, que não encontro aqui no computador.

Se a vice-primeira-ministra Isabelle Lovin me permitir um palpite, ficará sabendo que o consentimento verbal é insuficiente. Para ficar nos conformes, o sexo na Suécia deve exigir documento passado em cartório com duas testemunhas e firmas reconhecidas.

Sem firmas reconhecidas, toda trepada soa como estupro.

 

Ad subjiciendum – Se é mesmo verdade que o ministro Gilmar Ferreira Mendes já teve duas ou três esposas, e que a doutora Samantha estaria separada dele há 12 anos, enquanto o filho e sócio no Instituto Brasiliense de Direito Público, Francisco Schertel Ferreira Mendes, dedica um dos seus trabalhos a sua mãe Rosa, sou levado a acreditar que dona Rosa tenha sido outra mulher do ilustre ministro, que distribui habeas corpus domésticos com a mesma facilidade usada para soltar bandidos de todos os escalões.

Habeas corpus é uma garantia constitucional em favor de quem sofre violência ou ameaça de constrangimento ilegal na sua liberdade de locomoção, por parte de autoridade legítima. Etimologicamente significa, em latim, “Que tenhas o teu corpo” (a expressão completa é habeas corpus ad subjiciendum).

O tradutor Google informa que subjiciendum é latim e significa, em português, francês e zulu, subjiciendum. Fiquei na mesma, mas procurei ad subjiciendum e descobri que em italiano é sottomettere, que em português é submeter. 

 

Libéria – George Tawlon Manneh Oppong Ousman Weah, 51 anos, atuou por diversos times europeus, entre os quais o PSG, o Milan e o Manchester City, foi eleito pela Fifa o melhor jogador do mundo em 1955 e vem de ser eleito presidente da República da Libéria, país de 111 mil km2, cerca de 4 milhões de habitantes, que tem o inglês como idioma oficial. O Uruguai tem 176 mil km2.

A história da Libéria é muito interessante e merece leitura na Wikipédia, mas quero falar do maravilhoso precedente representado pela eleição de George Weah. O Brasil tem milhares de ex-jogadores, que não foram craques como Weah, mas seriam presidentes mil vezes melhores que Lula e Dilma.

 

Exagero – Faz tempo que admiro a baiana Ivete Maria Dias de Sangalo Cady, 1,77m, natural de Juazeiro, nascida em maio de 1972, senhora Daniel Cady desde 2011. Junto comigo, a cantora, compositora, atriz, produtora musical e empresária tem milhões de admiradores.

Contudo, acho que a exposição de sua imensa barriga, grávida de gêmeas, no réveillon soteropolitano, foi um exagero. Pegou mal.

 

Vestibular – Difícil, mesmo, deve ser o vestibular gaúcho. No GloboNews do meio-dia de domingo, a apresentadora informou: “Cerca de quatro mil candidatos disputarão as 34 mil vagas no vestibular da Federal do Rio Grande do Sul”.