Falo, Glória e Fuinha

Falo – A GloboNews vive implorando: “Fale com a GloboNews”. Obediente, falo, do verbo falar. Pudico, sou incapaz de cometer um suelto sobre o falo, do latim phallus,i ‘figura que representava as partes sexuais do homem e que, nas festas de Baco, levava-se como símbolo da geração’, do grego phallós,ou ‘pênis’.

Falofórias, substantivo feminino plural, na Grécia antiga eram as festas pagãs em honra do falo, cuja imagem era carregada em procissão mostrando que os gregos antigos também pensavam bobagens.

Com a GloboNews falo que estou sentindo saudades de Bete né? Pacheco né?, substituída por um sujeito chamado Cadu Novaes, que tem péssima dicção, voz desagradável e se veste mal.

Falo da cunhada que arranchou no Estúdio i com seus belos cabelos e sua falta de ideias, quase diariamente na bancada que lhe deve render alguns caraminguás mensais. Cunhada porque irmã de Patrícia Kogut, esposa de Ali Kamel desde 2002, o diretor-geral da tevê.

Casada com o professor Thomas Yaron Levin, Sandra Kogut, a cunhada, é cineasta nascida no Rio em 1965, morou na França e nos Estados Unidos, foi várias vezes premiada por seus filmes e é avara de suas ideias.

Quanto ao Estúdio i, continua naquele cenário de mesas vermelhas e profusão de pés de alumínio, que fulgura como o mais feio e idiota da televisão mundial.

 

Glória! – Minas, que não tem mar, passou a ter surfe, prática esportiva que consiste em deslizar sobre prancha na crista de uma onda até a beira-mar ou passar por baixo ou por dentro dela.

Vi na tevê que os surfistas mineiros inventaram o wakesurf e fui ao tradutor Google para descobrir que wake, em inglês, pode significar “o rasto de um navio”. O fato é que um dispositivo de ferro pregado no casco da lancha faz que uma onda seja formada atrás da embarcação e permite que os esportistas surfem nos lagos mineiros. A partir daí, a rapaziada faz coisas do arco-da-velha.

 

Fuinha – Marcos Pereira, presidente do PRB, demitiu-se do ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, para fazer campanha no Espírito Santo. Importantíssimo, esse ministério atende por diversos nomes conforme a fonte consultada.

Nascido em Linhares, Marcos Antônio Pereira é bispo da Igreja Universal do Reino de Deus. Não existe a figura do “bispo licenciado”: ou o sujeito é bispo, ou foi bispo. O verbo bispar, em nosso idioma desde 1527, entre outras acepções tem a seguinte: “tomar para si (o que é de outrem); furtar, afanar”.

Marcos Antônio tem cara de fuinha, na acepção que antiga do substantivo: titica, pessoa insignificante, joão-ninguém. O tipo do ministro à altura de um país que ocupa o 112º lugar no ranking do saneamento básico mundial.

E foi ministro do ministério de Temer, que teve Geddel e tem um ministro filho e irmão de cavalheiros que passaram o réveillon na cadeia. É tanta bandalheira, tanta corrupção, que um fuinha como o bispo da Iurd passa batido e balas caem dos céus paulistanos e cariocas. Em São Paulo, uma bala de revólver 38 matou um menino; no Rio, uma bala de fuzil AK-47 alojou-se no pé de uma jornalista que festejava a entrada de 2018 no terraço de seu apartamento.

Clima que propicia as críticas do Ratinho à Globo: “Tem muito viado”. Depois, tentando se explicar pela ofensa aos gays: “Gosto muito deles, Estava vendo as novelas da Globo. Temos que olhar a concorrência. Mas a Globo colocou viado até em filme de cangaceiro. Naquele tempo não tinha viado. É muito viado. Não sei o que está acontecendo. Não tem tanto viado assim”.

Ratinho, codinome do Sr. Carlos Roberto Massa, apresentador de tevê, empresário, humorista, radialista e político brasileiro nascido em Águas de Lindóia, SP, no ano de 1956, não entende a viadagem que sempre saltitou no planeta. Novidade histórica é a televisão, veículo em que brilha o Sr. Massa.