Half-back

Half-back – Houaiss diz que half-back é diacronismo, isto é, método diacrônico de estudo linguístico. Ninguém sabe o significado de diacrônico, por isso o lexicógrafo explica: relativo à diacronia, descrição de uma língua ou de uma parte dela ao longo de sua história, com as mudanças que sofreu; gramática histórica; linguística diacrônica.

A partir daí, temos que half-back é diacronismo obsoleto \é ou ê\. Prefiro \é\, mas devo ser o único cidadão brasileiro que pronuncia acervo \é\. Portanto, me reservo o direito de continuar chamando de half-back, ou half, cada um dos três jogadores de futebol que atuam na linha média, enquanto os comentaristas esportivos preferem chamar de meio-campistas ou laterais.

Esta bela introdução vem a propósito do jogo entre as seleções do Brasil e da Alemanha realizado em Berlim na última terça-feira, 27 de março. O Brasil com a seleção principal, sem Neymar, a Alemanha com uma espécie de seleção sub-20.

No estádio berlinense, diante de 72.717 pessoas de vários sexos e nacionalidades, destacou-se a cabeleira do, vá lá, meio-campista brasileiro Marcelo Vieira da Silva Júnior. É das coisas mais espantosas do espantoso século 21, confusa, enrolada, ininteligível como o raciocínio da ministra Rosa Weber, do STF, que se chama Rosa da Rosa: Rosa Maria Weber Candiota da Rosa.

Ruy Castro disse que James Joyce, “que há quase cem anos desafia os leitores, é brincadeira de criança diante da ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal. Um dia, haverá equipes de estudiosos debruçados sobre os pareceres de frau Weber nas votações do STF, lutando para decifrá-los”.

Realmente, as intervenções da ilustre senhora são ainda mais confusas, mais emaranhadas que a cabeleira do meio-campista Marcelo, um craque no esporte bretão.