Nome

Nome – Nos últimos dias o Estadão tem estampado anúncios de página inteira, ou de meia página, informando: “Somos o Banco MUFG Brasil S.A.”. Em seguida, vejo: “Após 99 anos atuando no Brasil, o Banco Tokyo-Mitsubishi UFJ Brasil S/A está adotando uma nova identidade corporativa. Agora somos Banco MUFG Brasil S.A. Mudamos o nosso nome, mas mantemos o compromisso de trabalhar todos os dias para contar com a sua confiança”.

E o negócio vai por aí em letrinhas miúdas, sem explicar por que adotaram, depois de 99 anos, um nome impronunciável no Brasil, a não ser que FG signifique “foda-se galera” ou coisa parecida.

Se funcionava no Brasil desde 1919, o Banco Tokyo-Mitsubishi UFJ Brasil S/A tinha obrigação de saber que MUFG é impronunciável por aqui. Vou ao Google para descobrir o seguinte: Mitsubishi UFJ Financial Group é uma holding bancária japonesa sediada em Chiyoda, Tóquio, Japão.

A MUFG detém ativos em torno de US$ 2,5 trilhões (JPY 230 trilhões) a partir de março de 2013 e é uma das principais empresas do Grupo Mitsubishi. É o maior grupo financeiro do Japão e a segunda maior holding bancária do mundo, com cerca de US$ 1,8 trilhão (JPY 148 trilhões) em depósitos em março de 2011. A Mitsubishi UFG Financial Group é a segunda maior empresa pública do país, quando medida pela capitalização de mercado.

E não sabe, aduz aqui o degas, escolher um nome para funcionar no Brasil, mas no finzinho da pesquisa descobri que FG deve significar Financial Group.

Resta-me descobrir, agora, o motivo pelo qual o corretor de textos aqui do computador ora sublinha de vermelho, ora deixa de sublinhar a palavra Group.