Entrevista

Entrevista – Zapeando o televisor dei com o costado num programa de Miriam Leitão, mesmo porque é impossível ligar o rádio ou a televisão e não encontrar a jornalista caratinguense. Miriam Azevedo de Almeida Leitão, aos 65 anos, amanhece no Bom Dia, Brasil, ora no Rio, ora em Brasília, em São Paulo ou no Recife, tem um sem conto entradas ao vivo na CBN e publica imenso artigo no Globo todos os dias – donde se conclui que tem o dom da ubiquidade e é onisciente em economia.

Miriam entrevistava Marco Lucchesi, um carioca nascido em 1963, que fala árabe e mais duas ou três dezenas de idiomas, entre os quais um indo-europeu do ramo indo-iraniano, sub-ramo iraniano, grupo ocidental, língua oficial da República Islâmica do Irã, o persa.

Poeta, escritor, romancista, ensaísta, tradutor, presidente da Academia Brasileira de Letras, autor de uma infinidade de livros, Lucchesi deve ter inventado o dia de 240 horas. Mesmo assim, é difícil produzir tudo que produziu e produz.

O entrevistado, em português escorreito, fala sobre qualquer assunto, mas conhece tanto de tantos assuntos que sua entrevista resulta ininteligível para a maioria dos mortais e mesmo para muitos imortais.

Lucchesi também sabe que laranja vem do persa nãrang através do árabe nãrandja e pode significar “indivíduo, nem sempre ingênuo, cujo nome é utilizado por outro na prática de diversas formas de fraudes financeiras e comerciais, com a finalidade de escapar do fisco ou aplicar dinheiro de origem ilícita”, como também deve saber que Michel Temer, de família árabe, no lugar do Laranja preferiu um Lima.