Cinquenta

Cinquenta – Quinquaginta em latim, fünfzig em alemão, amahlanu em zulu, halvtreds em dinamarquês, fifty em inglês é um bom número de anos para estudar certos modismos. Esqueça o Facebook, o Youtube, o smartphone, que há 50 anos não existiam, e se concentre nas mochilas, nas tatuagens e nos abusos sexuais, que existiam mas eram raros.

Não me lembro de nenhum colega de colégio, de faculdade, de trabalho usando mochila: todos transportavam livros e objetos em pastas, sacolas ou bolsas.

Tatuagens eram privativas de marinheiros barras-pesadas, presidiários e quem mais? Um ou outro maluco. Será que alguém acha aquilo “bonito”? Um dos goleiros da seleção do Tite, que atua no Manchester City, tem uma cobra tatuada no pescoço chegando ao rosto. Mas não é uma jararaquinha; nas fotos parece imensa sucuri, também chamada  anaconda, arigboia, boiaçu, boiçu, boiguaçu, boioçu, boitiapoia, boiuçu, boiuna, sucuriju, sucurijuba, sucuriú, sucuruju, sucurujuba ou viborão.

O abuso sexual nasceu com o sexo. Portanto, sempre existiu, mas as denúncias em série são muito recentes, tanto assim que o famoso comediante americano Bill Cosby só agora foi julgado e condenado. William Henry Cosby Jr. nasceu na Filadélfia dia 12 de julho de 1937. Não está mais na idade de abusar sexualmente de ninguém.

Aquele médico americano das equipes de ginástica, acusado de molestar mais que 250 mocinhas e alguns meninos, só foi julgado e condenado outro dia e abusava sexualmente das ginastas há mais de 20 anos.

O norte-americano Harvey Weinstein, Cavaleiro da Legião de Honra, Comandante da Ordem do Império Britânico, magnata de Hollywood, alto, gordo e feio, estuprou, abusou sexualmente, assediou o planeta durante anos, comeu um ror de gente e só recentemente foi pilhado pela Justiça.

Mochila deve ser o tipo do negócio prático para transportar uma porção de coisas, assédio e abuso sexual existem há milhares de anos, mas tatuagem…