Truão

Truão – Fascinado pelo verbo abnuir, que aprendi anteontem, abnuo dos amigos que admiram Donald Trump. Com aqueles cabelos, com aquela assinatura espalhafatosa, com seus tuites e suas ideias, que oscilam ao sabor dos ventos, é um palhaço completo, um truão. Ficou muito rico: e daí? Há beócios que ficam milionários. Tem mulher bonita: e daí? Com aquele dinheiro todo, Melania Trump, nascida Melanija Knavs, é consequência da fortuna; atrizes pornô, outrossim. Pornô faz plural? Língua complicada essa tal de portuguesa.

Donald John Trump, 45º presidente dos Estados Unidos, vem de me proporcionar o conhecimento de um país. E olhem que os países reconhecidos pela ONU não chegam a 200. Portanto, seria normal que cavalheiros idosos conhecessem todos eles de nome, mas precisei ver o mapa do Irã, que já foi a Pérsia, para aprender que tem fronteira com o Turquemenistão, cujo lema é: O Türkmenbaşy é o caminho para a felicidade eterna.

São 491.210 km2, cerca de 5 milhões e duzentos mil habitantes, língua oficial turcomano, República Socialista Unipartidária, presidente Gurbanguly Berdimuhammedow, que deve ser, em turcomano, o berdamerda muito usado em Minas.

A mesma fonte informa que a área do Turquemenistão é de 488.100 km2, o 52º maior país do planeta, sem esclarecer a discrepância de números. E diz que o Turquemenistão está localizado em um dos desertos mais secos do mundo, que tem em algumas regiões a precipitação média anual de 12mm.

O supracitado berdamerda tem sido eleito e reeleito com 97% dos votos, prova de que os turquemenos, turcomenos, turquemenistaneses ou turcomenistaneses estão satisfeitos com ele. Ou, então, o Turquemenistão usa urnas eletrônicas parecidas com as brasileiras. E não se fala mais nisso.