Sigla

Sigla – A sigla BRT vem do inglês Bus Rapid Transit, um tipo de transporte público baseado nos ônibus. Geralmente, um verdadeiro BRT tem design, serviços e infraestrutura para melhorar a qualidade do transporte e remover as causas típicas dos atrasos.

Em Brasília e noutras cidades do país grande e bobo, muitos de seus ilustres administradores, desinformados sobre a origem inglesa da sigla, entenderam que BRT é Basta Roubar Tudo e assim têm operado.

Da merenda escolar à duplicação das rodovias é inacreditável a capacidade larapiar do brasileiro. Noutros países, um poste é uma peça geralmente cilíndrica, de madeira, ferro ou concreto, fixada perpendicularmente à beira da calçada, para nela se prenderem os cabos elétricos e as lâmpadas de iluminação pública. No Brasil, um poste é um objeto de madeira, ferro ou concreto, do qual se pode larapiar energia elétrica, sinal de tevê a cabo e o mais conduzido pelo cabeamento.

Claro que o BRT não poderia fugir à regra. Envolve pistas, estações, veículos, passagens de ônibus – tudo ótimo para surripiar, subtrair, surrupiar, afanar, furtar (mais ou menos) às escondidas.

Raimundo de São Luiz da Mota de Azevedo Correia poetou: “Se a cólera que espuma, a dor que mora/N’alma e destrói cada ilusão que nasce,/ Tudo o que punge, tudo o que devora/ O coração, no rosto se estampasse;/ Se se pudesse o espírito que chora,/ Ver através da máscara da face,/ Quanta gente, talvez, que inveja agora/ Nos causa, então piedade nos causasse!”.

O poeta morreu em Paris no ano de 1911. Hoje, a dor não mora n’alma porque Gilmar manda soltar, antes que o Paulo Preto bote e boca no trombone.

Com antecedência de mais de um século, Raimundo de São Luiz da Mota de Azevedo Correia previu o Facebook no mesmo soneto, ao poetar: “Quanta gente que ri, talvez, existe/ Cuja ventura única consiste,/ Em parecer aos outros venturosa!”.