Combustão

Combustão – O Brasil Que Eu Quero, imbecilidade inventada pelo Grupo Globo, permite que os raros brasileiros pensantes sonhem com um país de gente menos feia, nomes menos esquisitos e município “normais”. Que se pode esperar de um município goiano chamado Montividiu com seus mais de 12 mil montividiuenses?

Pois é: um montividiuense pintou na tevê falando de um Brasil que ele quer e certamente, pensa aqui o philosopho, inclui menos cinesíforos e mais maquinistas.

Maquinista é operador de locomotivas, enquanto cinesíforo, proposto pelo latinista Castro Lopes no final do século XIX, substituiria o galicismo chofer, que continua firme e forte até como chofer de caminhão, caminhoneiro no Brasil, camionista em Portugal.

Semana passada, camionistas, cinesíforos, caminhoneiros, choferes e seus líderes aprontaram aquilo que todos vimos no país inteiro. Salvou-se o Amapá, mas um estado que tem Capibaribes, Randolfes e teve Sarneys está dispensado de movimentos grevistas, ou lá o nome que se dê à cagada aprontada neste florão da América.

As 159 palavras que você acaba de ler foram compostas antes do almoço de sexta-feira, 25 de maio, e fazem referência à semana passada porque seriam publicadas no blog de segunda-feira, dia 28.

Pois muito bem: a tarde de sexta, sábado inteiro e ontem, domingo, foi aquilo que se viu. Fico imaginando minha fúria com a falta de combustível se tivesse comprado um McLaren Senna, motor 4.0 biturbo V8, potência 789 bhp, mas só chegaram dois modelos ao Brasil, logo vendidos por R$ 8 milhões cada.

Quanto à greve, aos empresários por trás do movimento, às providências dos governos federal, estaduais e municipais – é tanta coisa que não cabe em mil blogues. Sábado tivemos Real Madrid x Liverpool, ontem tivemos GP de Mônaco e as 500 milhas de Indianapolis com belo charuto trazido de Miami pelo empresário Lúcio Costa.

Charutos trazidos pelo bom amigo merecem blog inteiro, que prometo escrever nos próximos dias. Enquanto ao mais, bons combustíveis procês todos.