Mogúncia

Mogúncia – Em jogo amistoso, a seleção austríaca de futebol, que não vai à Copa 18, enfrentou a seleção russa, que só está na Copa porque anfitrioa. Como time de futebol rivaliza com o Paraná, que ocupa glorioso último lugar no Brasileirão.

Visando a reestruturar sua equipe, a Áustria contratou o técnico alemão Franco Foda, de 52 anos, 1,80m, 70 kg, nascido na Mogúncia, pai do jogador Sandro Foda.

A Mogúncia, que você talvez conheça como Mainz, é uma cidade alemã, capital do estado federal de Renânia-Palatinado, cidade independente ou distrito urbano, isto é, tem estatuto de distrito.

Em francês, é conhecida como Mayence e em latim é Mogontiacum. Franco Foda, como jogador, nunca foi um Pelé, e Sandro Foda, de 28 anos, também não é um Messi. Portanto, sendo embora Foda, como atletas nunca são foda, mas Franco mostrou que é Foda no sábado ao derrotar a seleção da Alemanha por 2 x 1.

Nosso belo Zuenir Ventura, de férias, tem poupado os leitores do jornal das aventuras e do filosofar de seus netos. Pelo visto, Zuenir desconhece o ditado latino Nepotes ac peditas, solum nostros. Isso mesmo que você entendeu: netos e peidos, só os da gente.

Enquanto ao mais, é indispensável um mínimo de etiqueta e compostura. Se a gente adotar o esquema do bermudão e da camiseta, da barba por fazer, do chinelo de dedo, logo, logo, estaremos comendo com as mãos, mastigando de boca aberta, esgaravatando dentes à unha, arrotando, traquejando e limpando as mãos à toalha, na falta do coelho vivo de longo pelo, em carne e osso, usado para limpeza das mãos dos comensais nos banquetes de Ludovico Sforza, dito Il Moro.

É preciso notar que Ludovico não governou Milão há um milhão de anos, mas ainda outro dia, no Quattrocento italiano, e tinha como Mestre de Fortificações e Folias ninguém menos que Leonardo Da Vinci. Donde se conclui que todo o cuidado é pouco. O guardanapo para substituir os pelos dos coelhos foi inventado por Leonardo.

      Ora, senhores e senhoras: turismólogo? Já não era suficiente odontólogo? Pelo andar da carruagem, logo teremos micrólogo para os craques em computadores, futebólogo, sequestrólogo, pólogo para os doutores em tóxicos, pinólogo para o Dr. Madruga, que entende como ninguém a piscopatologia da vida cotidiana, que tem “pinéis” a montões, filmólogo para o pessoal que entende de cinema, alimentólogo para dirigir restaurantes, e assim por diante.