c*@t

c*@t – Saudoso amigo açoriano, natural da Ilha de Pico, criticava o jornalismo esquizóforo praticado por aí. Sendo esquizóforo tem relação com as moscas, que vivem procurando sangue e merda. Realmente, está ficando impossível acompanhar o noticiário televisivo que repete, esmiúça, enfatiza as tragédias do cotidiano nacional e só as “aposenta” quando surgem desgraças piores.

O jornalismo impresso também pirou de vez, ao ponto de a senhora Lúcia Guimarães, residente nos EUA, ex-participante do programa Manhattan Connection, hoje colunista semanal do Estadão, intitular sua coluna do dia 4 de junho: “Diálogos da vagina”.

Salvo melhor juízo, a vagina deveria dialogar (conversar, trocar ideias) com diversas partes da anatomia masculina, que me abstenho de listar porque sou de uma pudicícia que encanta e comove. Vagina que dialogue com outra vagina remete o leitor ao orgulho LGTBI+, que lá vai tomando conta do pedaço.

Lúcia Guimarães esclarece: “Mas não usou ‘vagina’ e sim c*@t, uma variação chula”. Homessa! Quer dizer que c*@t é uma chulice? Até se entende que não seja abençoada como vagina, conduto musculomembranoso que vai do útero ao orifício externo do canal genital, mas chularia?

O Google, que sabe tudo, é avaro de informações sobre c*@t e tem imagens de c*@t não relacionadas com a abençoada parte da feminil anatomia. É possível que a partir de amanhã (escrevo dia 6 de junho) o Google disponha de copiosas informações sobre o palpitante assunto.

Alfim e ao cabo, se as vaginas têm lábios, devem ser craques ao dialogar.