Terço?

Terço? – Um argentino com focinho de bandido tentou visitar o preso Lula da Silva para entregar um terço, que teria sido bento pelo papa Francisco, também argentino. Impedido de entrar no local onde está guardado o namorado de Rose (lembram-se dela?), a história da visita e a foto do terço foram parar nas redes sociais e nos jornais.

Terço, no sentido daquilo que corresponde a cada uma das três partes iguais em que pode ser dividido um todo, seria decerto um exagero mesmo para os ladrões petistas. Comissões de cinco por cento são mais que razoáveis. Na dependência do vulto do contrato, dão para enricar o sujeito e sua família.

Sérgio Cabral Filho admitiu gastos pessoais da ordem de dezenas de milhões de reais. Gastos pessoais implicam tudo que se gasta com os parentes. A museóloga Magaly Cabral, mãe do gastador, deve ter sido “beneficiária” do dinheiro roubado por seu filhinho e fica indignada quando o vê algemado. Realmente, com algemas o roubo fica mais difícil.

Muitos anos atrás, um cavalheiro considerado o maior batedor de carteiras do mundo ensinava que um pente de bolso, metido na carteira de notas, dificultava, quase impedia o furto. Se me não falha a memória, o movimento feito pelo batedor para alcançar a carteira da vítima chamava-se “lance”.

Sérgio Cabral Filho, Luiz Inácio Lula da Silva e todos os seus comparsas dispensavam os lances, que ficavam por conta das construtoras na licitação das obras. O resto era providenciado como todos vimos e continuamos vendo nas notícias diárias.