Brasil

Brasil – Com o ex-ministro Geddel Vieira Lima numa solitária da Papuda, porque mostrou o pinto para um agente penitenciário, você liga o televisor no dia 5 de julho e fica sabendo que o ministro do Trabalho foi “afastado” de seu cargo e será ouvido às 10 horas pela Polícia Federal.

Na véspera, você foi dormir sabendo que a ilustrada procuradora Monique Cheker, do Ministério Público Federal de Petrópolis, RJ, insinuou em um post em suas redes sociais que os ministros do Supremo Tribunal Federal ganham dinheiro “por fora” com as decisões que proferem.

A doutora Monique Cheker observou: “Não há limite. Vamos pensar: os caras são vitalícios, nunca serão responsabilizados via STF ou via Congresso e ganharão todos os meses o mesmo subsídio. Sem contar o que ganham por fora com os companheiros que beneficiam. Para quê ter vergonha na cara?”.

Realmente, na espelunca em que foi transformado o Supremo, até os cabelos do ministro Dias Toffoli discordam das decisões se sua excelência e se recusam a continuar vicejando naquela moleira. Logo, logo, lustrosa careca brilhará ao lado de outra que também orna cabeça original.

Falemos de outras canalhices, que o Supremo atual, ou boa parte dele, serve apenas para produzir metano.

Achacado por empresa jornalística, a maior besteira que o milionário pode fazer é montar uma empresa do gênero para combater a achacadora. Político, empresário, herdeiro, contraventor e outros milionários devem compor a situação com a empresa que achaca. Se a mordida é de R$ 1 milhão por mês, o achacado pode começar compondo com R$ 50 mil, um trilhão de vezes menos do que gastará para montar empresa própria, na qual, por sua vez, será odiado e combatido pelos seus “colegas”.

R$ 50 mil mensais parecem pouco, mas soam como indicativo de que algo mais polpudo pode estar a caminho. É importância que, não servindo para enricar, paga parte da gasolina gasta pelos carros da achacadora.

Mineiras, fluminenses, paulistas, paranaenses e outras empresas jornalísticas nasceram assim e a maioria já fechou ou mudou de mãos por uma tuta e meia. O negócio nunca foi brilhante, é ruim e agoniza no mundo atual. 

Quanto ao achaque, sempre fez parte. No Globo, que conheci por dentro, o pessoal do turismo trabalhava numa salinha do 3º andar vizinha do caderno agrícola, que sempre visitei para bater papo com os amigos. As duas pequenas salas eram separadas por divisórias baixas de madeira e vidro, permitindo que se ouvisse tudo que era dito pelos vizinhos.

Pois muito bem: o pessoal do turismo achacava com entusiasmo em português claro, com todos os efes e erres. Operadora de turismo que não anunciasse teria seus destinos turísticos arrasados pela reportagem, sem prejuízo das críticas diretas à operadora.

Havia mais, que hoje não cabe: o blogue já está muito grande.