Votos

Votos – O bispo Crivella, prefeito do Rio, foi pilhado oferecendo vantagens da prefeitura aos fiéis de sua igreja, que se diz universal do reino de Deus, como se Deus, na hipótese de existir, pudesse abençoar aquela corja. Aos interessados em diversas cirurgias, Crivella recomendava: “Fala com a dona Márcia”. É o nome de uma funcionária que o assessora há mais de 15 anos.

Se a operação fosse de hemorroidas, o piedoso bispo recomendaria outra Márcia, a “filósofa” Tiburi, especializada nas veias varicosas do ânus e da parte inferior do reto. Eleita governadora do Estado do Rio, a “filósofa” vai fazer o Governo das Almorreimas, do latim tardio haemorrhema ‘fluxo de sangue’, o mesmo que hemorroidas.

Em Brumadinho, perto de Belo Horizonte, existe uma Ponte das Almorreimas, acho que sobre o córrego onde o pessoal se lavava em tempos idos e vividos.

Crivella foi eleito. Sérgio Cabral foi eleito. Garotinho, Rosinha, Moreira Franco, Brizola foram eleitos. E Lula, e Dilma, e Collor. E mais não sei quantos mil para cargos que vão dos vereadores ao presidente da República.

Crivella, se não escapar do processo de impeachment, será sucedido pelo presidente da Câmara dos Vereadores, e Pezão, sucessor de Sérgio Cabral, se a “filósofa” não foi eleita, será sucedido por Eduardo Paes, que já entra na disputa pelo governo do RJ com uma divisa copiada de Washington Luís Pereira de Sousa (1869-1957). Nascido em Macaé, RJ, Washington Luís tinha como lema: “Governar é abrir estradas”. Eduardo Paes pode dizer: “Governar é abrir ciclovias” e nada tem contra Macaé, município fluminense distante 151,6 km de Maricá via BR-101.

“Maricá é uma merda” disse Paes numa conversa com Lula, mas já visitou o município para pedir desculpas aos maricaenses explicando que falou merda no bom sentido, naturalmente.

E os meninos da caverna da Tailândia, bem como o ex-monge budista, foram todos retirados. Bela notícia para contrastar com os políticos citados, ressalvada a figura do macaense Washington Luís.