Ancianidade

Ancianidade – Cristiano Ronaldo, 33 anos, o melhor jogador do mundo, foi vendido para a Juve italiana por 100 milhões de euros, menos da metade do que o Paris Saint Germain pagou por Neymar Jr, quando tinha 24 anos. Vale repetir a frase do saudoso editor José Olympio, quando entrevistado pela tevê: “A velhice é uma merda”. E a velhice do craque, pelo visto, chega aos 33 aninhos.

Escrevi “saudoso editor” porque, rapazola, frequentei sua mesa nos almoços de domingo no Hipódromo da Gávea. Menino e rapazinho curti o turfe com um entusiasmo que desapareceu ao longo dos anos. Ainda recentemente, assisti pela tevê a duas provas da tríplice coroa norte-americana, tardes muito chuvosas, público presente em cada uma das provas em torno de 180 mil pessoas, se não me falha a memória. Numa das tardes, a corrida americana coincidiu com o GP São Paulo realizado em tarde de sol para sete mil espectadores. Não sei como anda o turfe carioca, que não frequento há séculos, mas houve tempo em que foi quase totalmente controlado pelos bandidos.

Aliás, no Rio de 2018, que área está livre do banditismo? Espichando a pergunta: no Brasil, que área funciona a salvo do banditismo, se até o Supremo Tribunal, na opinião abalizada de ilustre procuradora da República, tem ministros recebendo “por fora”.

Por aí dá para sentir o drama dos venezuelanos. Uma coisa é fugir para a França, a Inglaterra, a Alemanha; outra, muito diferente, é pedir asilo ao Brasil via Roraima. Dezesseis mil venezuelanos, pelo noticiário recente, já fugiram através de Roraima.

Tive colega de trabalho, no Rio, que trabalhou em Roraima e vivia prometendo me apresentar a uma jovem que tinha tudo para ser minha companheira ideal. Finalmente, um dia apresentou: era sua irmã. Fiquei lisonjeado. Outro colega de trabalho também prometia apresentar-me à noiva perfeita, o que acabou acontecendo numa festa em sua casa: era sua irmã.

Em matéria de lisonjaria, nunca mereci nada parecido, por isso me lembro dos colegas até hoje.