Friozinho

Friozinho – A triscaideofobia apavora o brasileiro com os candidatos à presidência da República. Mesmo sem os triscaideofóbicos o lote de candidatos é apavorante, mas se você juntar o medo “irracional e incomum” ao número 13, aí mesmo é que a vaca vai para o brejo.

Dia desses, reproduzindo notícia que li em algum lugar, informei que o Brasil tem 60 milhões de gamers, ou 15 populações do Uruguai. Você vai aos dicionários e aprende que game (pronúncia gejm) é redução de “VIDEO GAME”. Difícil, mesmo, é aprender a pronúncia gejm e entender a explicação da Wikipédia sobre os gamers.

O atentado de Jacksonville, na Flórida, mostrou ao planeta que os gamers se matam (e suicidam) a tiros, enquanto no Rio os tiroteios diários independem de jogos: bastam as armas e a munição, que a imbecilidade televisiva continua chamando de munições.

E o friozinho tá que tá. Dia 27 de agosto ainda amanheceu em diversas cidades sulinas com temperaturas abaixo de zero – e os inevitáveis turistas risonhos tentando ver neve. O que é de gosto regala a vida, já diziam nossos avós.

A etapa do dia 27 de agosto, na Volta da Espanha, foi das mais divertidas. Terras ruins ou muito ruins, poucas plantações, tudo muito seco apesar do verão, nunca vi tantos ciclistas parando para fazer xixi. Região quente, piscinas em muitas casas, de vez em quando um atleta filmado ao parar à beira do pelotão para fazer xixi.

Até aí, tudo bem. Eis senão quando, os ciclistas passam ao largo de uma cidade chamada Mijas. Pouco adiante, outra cidade com o mesmo nome. Portanto, são duas Mijas.

Não vi a etapa de domingo porque andava às voltas com a corrida de Fórmula 1 na Bélgica, mas os narradores da etapa do dia 27 contaram que um atleta, apertado para fazer cocô, parou ao lado de um motorhome, pediu licença e obrou no banheiro do veículo, retornando ao selim de sua bike.

Motorhome é feminino ou masculino? Não importa. O resto é piu-piu, como dizia Ibrahim Sued, meu contemporâneo numa redação carioca.