Lexicografia

Lexicografia – A técnica de feitura de dicionários e sua derivação por metonímia, o trabalho de elaboração de dicionários, vocabulários e afins, vem sendo “enriquecida” pelas taras sexuais, como por exemplo: +, gay, intersexo, trans, lésbica, bissexual, queer. A humanidade pensava que + era o símbolo de adição, mas o Globo se encarregou de mostrar que + é Gabe Passareli, 23 anos, terapeuta ocupacional, que esclarece: “Gênero é uma construção social, assim como minha sexualidade. A sigla não dá conta. Não sou homem, não sou mulher, não sou  gay… Sou gender-fuck, ou seja, foda-se o gênero”.

A informação da pessoa citada e fotografada explica a imensa manchete de ontem do mesmo jornal: FOGO DESTRÓI 200 ANOS DE HISTÓRIA, quando o Museu Nacional destruído tinha milhares de peças não com dois séculos, mas com vários séculos de existência. E a cavalgadura que comanda a prefeitura do Rio, o bispo Crivella, aparece nas tevês afirmando: “Nós temos as fotos. Vamos reconstruir tudo”.

O bispo da Igreja Universal do Reino de Deus se transformou, a partir de agora, em “reconstrutor” de múmias egípcias – e o conjunto de conhecimentos científicos, técnicos e práticos que dizem respeito à conservação, classificação e apresentação dos acervos de museus entrou na lista do terapeuta ocupacional Gabe Passareli: foda-se a museologia.

Anomalias são inconhas da humanidade. Sendo inconhas, estão muito ligadas à natureza humana, mas dispensam propaganda colorida ocupando páginas inteiras nos jornais impressos. Em questões sexuais, a lógica indica o comportamento normal: homem com mulher, ou mulher com homem, nos conformes dos aparelhos reprodutores de uns e outras. Fora daí é “mau costume”, como dizia o administrador de nossa fazendinha fluminense sobre um tourinho, que se deixava montar o dia inteiro pelos seus companheiros de invernada.

O certo seria encaminhar o tourinho para estudos na Embrapa, mas resolvi vendê-lo ao açougueiro e ainda faturei algum.

Por derradeiro, em vez de falar do voto no TSE do eminente (heminente?) ministro Fachin, prefiro informar que em estilística, linguística e retórica o substantivo feminino metonímia significa “figura de retórica que consiste no uso de uma palavra fora do seu contexto semântico normal, por ter uma significação que tenha relação objetiva, de contiguidade, material ou conceitual, com o conteúdo ou o referente ocasionalmente pensado.

Assim, fico livre de um processo por injúria, calúnia e difamação, enquanto o leitor de blogues aprende o significado de metonímia.