Panorama

Panorama – Assustadora, terrível a notícia de que 23,3 milhões de brasileiros vivem abaixo da “linha de pobreza” em 2018. São seis populações do Uruguai e mais que a população do Chile.

Ainda abalado pela notícia, você apura que a linha de pobreza é de R$ 232. Isso mesmo que deu para entender: duzentos e trinta e dois reais por mês, o que deve transformar o brasileiro que vive com 390 reais mensais num milionário comparável ao Jeff Bezos, da Amazon, o homem mais rico do planeta.

Perplexo, recebo e-mail de ilustrado desembargador do TJMG perguntando: “Por que Juiz de Fora?”. Presumo que a pergunta se relacione com a facada no candidato Jair Bolsonaro e respondo que não sou Juiz-de-Forano, Juiz-Forano ou Juiz-Forense, mas carioca que se mudou para a Manchester Mineira depois de velho.

Acrescento o fato de o autor da facada, Adélio Bispo de Oliveira, ser natural de Montes Claros, que já foi Montes Claros de Formigas.

Juiz de Fora já foi das cidades mais pacatas do Brasil. E o Rio de Janeiro, que hoje é a capital mundial dos tiroteios, também foi pacata. Com 16 aninhos ganhei imenso cavalo chamado Bisturi, com 1,84m de cernelha, e com ele atravessei inúmeras vezes a Praia do Pinto, então a maior favela da zona sul carioca. Junto comigo outros cavaleiros e amazonas da Hípica, montando seus cavalos. A reação dos favelados era de espanto e admiração pelos belos animais, que nunca tinham visto em seus estados de origem.

A Hípica do Rio ainda existe. Será que algum dos seus cavaleiros se aproxima de uma favela?