Barafunda

Barafunda – Estupro é crime hediondo. Denunciar “tentativa” de estupro muitos anos depois da suposta violação é ato repulsivo. Obrou muitíssimo bem o Senado norte-americano ao aprovar a indicação de Brett Michael Kavanaugh para a Suprema Corte daquele país. Assim que foi indicado pelo presidente Trump, Kavanaugh foi acusado de uma tentativa de estupro quando tinha 17 aninhos. A senhora que o acusou tinha 15 aninhos e estava com ele numa festa em que a bebida correu solta. Ora, senhores e senhoras do egrégio conselho blogueiro, a acusante estava de olho nos luzes da ribalta, quis “aparecer” e o Senado não embarcou na sua conversa.

Agora, Kathryn Mayorga, de 34 anos, acusa o craque Cristiano Ronaldo de crime parecido num quarto de hotel em Las Vegas, quando o jogador, já muito rico, se transferiu do Manchester United para o Real Madrid em 2009. Ora, se Kathryn foi ao quarto do jogador, ou o recebeu em seu quarto, não estava afinzona de tomar Guaraná Antarctica.

Em nossas televisões, muitos comentaristas esportivos apoiam a acusante. Invejam o craque nascido na Ilha da Madeira, que ganha mais por semana do que os tais jornalistas em 30 anos de carreira.

E assim chegamos ao fulcro do comentário de hoje, a votação de domingo. Um caminhão de boas notícias. O parlamento livre de Eunício Oliveira, de Dilma Rousseff, do Zequinha Sarney, do Lindbergh Farias, do Eduardo Suplicy, do Jucá, do Lobão, do Requião e tantos outros “pus” do mesmo abscesso.

A propósito do substantivo masculino pus, Houaiss informa o seguinte: “Nossos levantamentos não registraram exemplo de plural dessa palavra na língua”.

Também ficaram de fora do parlamento o jovem Marco Antônio Cabral, filho do presidiário Sérgio, a jovem Danielle Cunha, filha do apenado Eduardo, o jovem Crivella Filho, herdeiro do bispo da IURD, a graciosa Cristiana Brasil, filha do notório Roberto Jefferson Monteiro Francisco. De repente, o brasileiro está aprendendo a votar.

“O brasileiro é um povo maravilhoso” atestou o televisivo Heraldo Pereira. Gosto não se discute. Há quem goste de jiló.