Preguiça

Preguiça – Foram mais de 50 anos de alcoóis, charutos, trabalho, amores, com 19 livros publicados, bem mais que 15 mil crônicas na imprensa, horários malucos, uma redação carioca em que o então jovem repórter chegava pouco antes das 7 da manhã para encerrar o expediente depois das 9 da noite.

Domingo, 23 de fevereiro de 2018, redondinha, linda, a Lua enfeitou a manhã juiz-forana em que confirmei que ando com preguiça da vida. Falar de quê? Do ministro Marco Aurélio, do pinto mediúnico goiano, do guru Sri Prem Baba, da tsunami matando e ferindo milhares de indonésios no estreito de Sunda, da imbecilidade de Donald Trump, repito: falar de quê?

Não posso tomar o seu tempo, nem perder o meu, com assuntos e pessoas que não merecem nossa atenção. É tempo de Natal, bimbalham os sinos, ab imo pectore espero que o leitor e a leitora tenham um 2019 muito feliz.