Trivial variado

Trivial variado – Na Operação Luz na Infância-2, que deve ter sido uma das maiores do mundo no terreno da pornografia infantil, as autoridades e a imprensa não disseram o nome do advogado de Uberlândia, que ora tem 26, ora 36 anos, flagrado com 750 mil arquivos sobre o tenebroso crime. A perícia levou mais de 12 horas só para baixar os conteúdos. O causídico uberlandense, ubérrimo no crime de pedofilia, foi filmado de costas e teve seu nome “preservado”.

Até parece a atual mídia juiz-forana: temendo ser processada, noticia diversos crimes sem dizer os nomes dos criminosos, perdão, suspeitos.

Suspeito virou sinônimo de autor e a imbecilidade televisiva nacional, sempre que se refere ao autor confesso de um crime, de resto filmado, fotografado, visto por uma porção de pessoas, tem a coragem de dizer que o criminoso é suspeito.

Isso não impediu o Brasil inteiro de assistir, através da tevê, ao triste espetáculo dos administradores do município de Três Pontas, MG, homens de meia idade, cabelos raspados, roupas de presidiários, descendo das gaiolas traseiras das viaturas policiais à porta do fórum local. Acusação: roubo dos dinheiros públicos.

Se o Brasil inteiro viu os três-pontanos presos, centenas de milhões de pessoas, no mundo inteiro, assistiram ao casamento da atriz americana Megham Markle com o príncipe Harry, duque de Sussex.

Desde muito cedo fiquei pendurado diante do televisor e acompanhei 98% do que foi exibido pela GloboNews. Cavalos bonitos, gente elegante, gente enfeitada, dia lindo, oradores chatos, avós do noivo  ainda firmes em seus 92 e 96 anos.

Achei o piso quadriculado da capela de São Jorge muito feio. O conjunto da capela, vitrais, colunas, pode ser muito antigo, mas não chega aos pés de outros templos que existem no mundo inteiro. Só porque a bela noiva é afro-americana, inventaram cerimônia muito racial. Tudo bem que o coro de negros seja ótimo, mas precisava? Nossos “analistas” disseram que o coro é gospel. E gospel, ensina Houaiss, é canto característico dos cultos evangélicos da comunidade negra norte-americana, frequentemente influenciado pelos blues e pelo gênero folclórico daquela comunidade. Qual é o parentesco da igreja anglicana com os cultos evangélicos? E aquele chato do pastor negro americano com seu sermão serôdio?

Isso mesmo que você entendeu: sermão extemporâneo. E mais não digo, nem pendurado.

Ishadi lomshado

Ishadi lomshado – Amanhã de manhã vou pedir um café pra nós dois, te fazer uns carinhos e depois descobrir que estou só, agora sozinho estou, e preciso assistir ao casamento de Harry e Megham. Casamento em zulu é ishadi lomshado e o bispo Crivella, péssimo prefeito do Rio, é fluente em zulu, língua banta da família nigero-congolesa do Sudeste da África, falada na República da África do Sul (área da antiga Zululândia), e também no Lesoto, Suazilândia e Malaui.

Um prefeito à altura da esmagadora maioria dos vereadores. Basta dizer que um deles, do Psol, é casado com um jornalista inglês. Os vereadores de BH e de milhares de municípios brasileiros, com raríssimas exceções, não são melhores que os do Rio, donde se conclui que a vereação nacional é abjeta.

O casamento anglo-americano deve ser assistido pela tevê por um bilhão de curiosos e desocupados no mundo inteiro. Parece que o príncipe inglês de 33 anos e a graciosa americana, três anos mais velha, estão juntos há dois anos.

Americano gordo, o pai da noiva não é flor que se cheire e não deve entrar na igreja com a filha. O pai do noivo, príncipe Charles, trocou a linda Diana pela bagulhosa Camilla Parker Bowles, nascida Camilla Rosemary Shand, que faz 71 anos no próximo dia 17 de julho. Deve ser difícil para Charles, hoje, exercer a principesca função de tampax de Camilla, como desejou quando namorava a senhora casada. Logo, logo poderá ser a fralda geriátrica da atual Duquesa da Cornualha.

O fato é que os cavalos, as carruagens, os castelo são bonitos, as roupas e os chapéus são originais, despertando a curiosidade do bilhão de desocupados em todo o planeta, enquanto a Lava-Jato tenta reduzir a níveis toleráveis a roubalheira que assola um país grande e bobo.

Ainda outro dia, botaram a mão num mineiro que conheço, dono de leiteria que vendia “leite ao pé da vaca”, espetáculo que presenciei duas ou três vezes. Os viajantes estacionavam seus carros no pátio para tomar um copo do leite mungido na hora. O dono da leiteria chegou a deputado federal e se enrolou na ladroeira brasiliense.

Palmas para Harry e Megham! Ab imo pectore, desejo que sejam felizes.

Tristeza

Tristeza – Alargar os lóbulos das orelhas, os lábios, transfixar-se com paus e penas de aves, pintar os corpos e as faces são manifestações das mais primitivas de uma espécie que teve o descoco de se intitular sapiens.

Hoje, qual é a “graça” que uma pessoa pode ver no alargamento de suas orelhas, nos piercings transfixando diversos pontos da respectiva anatomia, nas tatuagens com as quais circula por aí?

Mesmo criaturas da melhor supimpitude, como a jornalista Leila Braga Sterenberg, inteligente, bonita, simpática, poliglota, se deixou tatuar nas costas como vi dia 14 de maio, quando apresentou o programa Estúdio-i com um vestido decotado. Expostas pelo decote, suas costas mostravam as pontas de uma tatuagem.

Tatuada nas costas é também a bela Aline Midlej, nascida no Maranhão, estudada em São Paulo, mestiça de raças com as quais ainda não consegui atinar. O Brasil tem, di-lo o Google, aproximadamente 1.081 pessoas com o sobrenome Midlej. Há Midlejs nos EUA, na Espanha, em Israel e no Líbano, mas são raros.

Aline se apresenta: “Sou jornalista, mulher, negra, sensível (por demais) e espero contribuir pra algo melhor. Então aqui começa essa empreitada… A partir de agora vou dividir com vocês experiências presentes, passadas e também devaneios futuros de alguém que já se sentiu (mais) diferente”.

Não param aí as tatuagens televisivas. Aquela moça da família Prata, que alcançou o Nobel da Importância Humana ao se casar com o doutor Pedro Bial, é tatuada no braço esquerdo. A senhora Eliane Cantanhêde, avó de netos, tatuou-se recentemente com idade de sobra para ter juízo.

Jogadores de futebol tatuam-se a mais não poder. Messi e Neymar, dois craques, são tatuados. A maioria tem mais tatuagens que futebol. Qual é a graça? Se alguém souber me conte, por favor.

E tem mais uma coisa: quinta-feira, 15 de maio, o pessoal do Estúdio-i perdeu “horas” esculhambando o Dr. Elsinho Mouco, marqueteiro de Michel Temer. Elson Mouco Júnior já foi acusado de vários trambiques, falências fraudulentas & companhia ilimitada, mas gosta de pôquer e charutos cubanos. Cabe a pergunta: na Brasília de 2018 alguém se salva?

Por derradeiro, a pronúncia do sobrenome do deputado Nelson Meurer, que está sendo julgado pelo STF, não é “Meu”, é “Mói”. Dizem as más línguas que o afamanado parlamentar moeu dezenas de milhões de reais da Petrobras.

Esporte?

Esporte? – As chamadas pipocam nos canais esportivos da tevê paga. Mostram dois cavalheiros ou duas damas, descalços, num ringue de oito lados, por isso chamado octógono, e um cidadão que faz as vezes de juiz ou árbitro, como se diz no futebol.

Iniciada a contenda, um dos contendores dá um pontapé na cara do outro, que desmaia. O árbitro intervém até que o desmaiado se recupere ou declara vencedor o autor do pontapé. O delicioso espetáculo é anunciado para mais tarde, naquele mesmo dia, ou nos dias seguintes. Nunca assisti a um dos combates e não pretendo assistir, mas pergunto: aquilo é esporte?

Pensei que esporte, como ensina Houaiss, fosse prática metódica, individual ou coletiva, de jogo que demande exercício físico e destreza, com fins de recreação, manutenção do condicionamento corporal e da saúde e/ou competição. Pontapé na cara do contendor é recreação?

Vou ao Google para aprender que UFC significa Ultimate Fighting Championship. É uma organização de MMA que produz eventos ao redor de todo o mundo. Sua base fica nos Estados Unidos e o primeiro evento promovido pelo UFC ocorreu em Denver, Colorado.

Taí: chute na cara do esportista ou da esportista é “evento”. A sede do UFC fica em Las Vegas, Nevada, EUA. Seus fundadores foram: Rorion Gracie, John Milius, Art Davie, Campbell MaLaren e Bob Meyrowitz.

Que diabo será MMA? O mesmo Google informa que são artes marciais mistas, que incluem golpes de combate em pé e técnicas de luta no chão. Seus criadores e idealizadores foram muitos, com ênfase para os membros da família Gracie.

E dizer que muita gente vai aos estádios ou fica diante dos televisores vendo aquela imbecilidade que rivaliza em cretinice com os discursos de Dilma Rousseff. Sim, os discursos da Búlgara também são MMA, Muita Merda Alinhavada.

Sigla

Sigla – A sigla BRT vem do inglês Bus Rapid Transit, um tipo de transporte público baseado nos ônibus. Geralmente, um verdadeiro BRT tem design, serviços e infraestrutura para melhorar a qualidade do transporte e remover as causas típicas dos atrasos.

Em Brasília e noutras cidades do país grande e bobo, muitos de seus ilustres administradores, desinformados sobre a origem inglesa da sigla, entenderam que BRT é Basta Roubar Tudo e assim têm operado.

Da merenda escolar à duplicação das rodovias é inacreditável a capacidade larapiar do brasileiro. Noutros países, um poste é uma peça geralmente cilíndrica, de madeira, ferro ou concreto, fixada perpendicularmente à beira da calçada, para nela se prenderem os cabos elétricos e as lâmpadas de iluminação pública. No Brasil, um poste é um objeto de madeira, ferro ou concreto, do qual se pode larapiar energia elétrica, sinal de tevê a cabo e o mais conduzido pelo cabeamento.

Claro que o BRT não poderia fugir à regra. Envolve pistas, estações, veículos, passagens de ônibus – tudo ótimo para surripiar, subtrair, surrupiar, afanar, furtar (mais ou menos) às escondidas.

Raimundo de São Luiz da Mota de Azevedo Correia poetou: “Se a cólera que espuma, a dor que mora/N’alma e destrói cada ilusão que nasce,/ Tudo o que punge, tudo o que devora/ O coração, no rosto se estampasse;/ Se se pudesse o espírito que chora,/ Ver através da máscara da face,/ Quanta gente, talvez, que inveja agora/ Nos causa, então piedade nos causasse!”.

O poeta morreu em Paris no ano de 1911. Hoje, a dor não mora n’alma porque Gilmar manda soltar, antes que o Paulo Preto bote e boca no trombone.

Com antecedência de mais de um século, Raimundo de São Luiz da Mota de Azevedo Correia previu o Facebook no mesmo soneto, ao poetar: “Quanta gente que ri, talvez, existe/ Cuja ventura única consiste,/ Em parecer aos outros venturosa!”.

Racismo

Racismo – “Divorciada, negra, americana”. É assim que nossa imprensa tem apresentado Rachel Meghan Markle, de 36 anos, que se casa no próximo sábado com o príncipe Harry, da Inglaterra.

Americana, negra e divorciada são defeitos? Divorciada é sinal de que não desgosta do macho da espécie, tanto assim que já o experimentou pelo menos uma vez.

“Em a gente se acostumando, a preta é uma grande mulher” já dizia um personagem do Eça. Para ser negra falta a Megham “uma pontinha de cor para dar sabor à pele”. Pelos critérios luso-brasileiros é quase uma norueguesa. Quanto ao fato de ser norte-americana, como poderia ser russa, turca, espanhola ou australiana, não é defeito nem qualidade: há boas e más pessoas em todos os países.

O príncipe Henry Charles Albert David, mais conhecido como Harry, três anos mais novo que sua noiva, pelos critérios da Medicina Legal de antanho seria sexualmente cronoinvertido, crono porque se encantou com mulher mais velha, atento ao ditado mineiro: galinha velha é que dá bom caldo.

Não chega a ser cromoinvertido, de cromo (cor), porque a pele de Megham não discrepa da sua.

Curioso que sempre fui, aguardo a cerimônia de sábado, transmitida pelas tevês do mundo inteiro, para conhecer Doria Radlan, a mãe da noiva Rachel Meghan Markle, e ver se pode ser enquadrada no tipo “em a gente se acostumando” ou é branca feito a filha.

E assim chegamos ao fulcro deste suelto, o racismo, que é crime sem deixar de ser biológico, porque todos os animais procuram os seus semelhantes e evitam os diferentes. Cavalos procuram cavalos evitando grupos de zebras, de girafas, de gnus.

Tive uma vaca que se afastava do rebanho e se aproximava das pessoas que visitavam nosso estábulo. Bobo que sempre fui, nunca atinei para a hipótese de a vaquinha ter sido assediada sexualmente por um empregado, tomando gosto pela sem-vergonhice. Só agora, diante da onda de assédios em Hollywood e na ginástica do mundo inteiro, me dou conta do que pode ter acontecido.

Truão

Truão – Fascinado pelo verbo abnuir, que aprendi anteontem, abnuo dos amigos que admiram Donald Trump. Com aqueles cabelos, com aquela assinatura espalhafatosa, com seus tuites e suas ideias, que oscilam ao sabor dos ventos, é um palhaço completo, um truão. Ficou muito rico: e daí? Há beócios que ficam milionários. Tem mulher bonita: e daí? Com aquele dinheiro todo, Melania Trump, nascida Melanija Knavs, é consequência da fortuna; atrizes pornô, outrossim. Pornô faz plural? Língua complicada essa tal de portuguesa.

Donald John Trump, 45º presidente dos Estados Unidos, vem de me proporcionar o conhecimento de um país. E olhem que os países reconhecidos pela ONU não chegam a 200. Portanto, seria normal que cavalheiros idosos conhecessem todos eles de nome, mas precisei ver o mapa do Irã, que já foi a Pérsia, para aprender que tem fronteira com o Turquemenistão, cujo lema é: O Türkmenbaşy é o caminho para a felicidade eterna.

São 491.210 km2, cerca de 5 milhões e duzentos mil habitantes, língua oficial turcomano, República Socialista Unipartidária, presidente Gurbanguly Berdimuhammedow, que deve ser, em turcomano, o berdamerda muito usado em Minas.

A mesma fonte informa que a área do Turquemenistão é de 488.100 km2, o 52º maior país do planeta, sem esclarecer a discrepância de números. E diz que o Turquemenistão está localizado em um dos desertos mais secos do mundo, que tem em algumas regiões a precipitação média anual de 12mm.

O supracitado berdamerda tem sido eleito e reeleito com 97% dos votos, prova de que os turquemenos, turcomenos, turquemenistaneses ou turcomenistaneses estão satisfeitos com ele. Ou, então, o Turquemenistão usa urnas eletrônicas parecidas com as brasileiras. E não se fala mais nisso.

Fake News

Fake News – Sendo Fake a notícia é falsa. De tudo que se escreveu sobre o assunto, uma verdade se destaca: vamos ter que conviver com as Fake News, como convivemos com as mentiras desde que o mundo é mundo. A era digital só fez espalhar pelo planeta, na velocidade da luz, as mentiras que circulavam nos bairros e demoravam meses, anos, séculos para chegar a determinados lugares.

Abnuo dos que dizem ser possível combater as Fake News. Abnuindo, apresento ao caro e preclaro leitor de blogues o verbo abnuir, em nosso idioma desde 1949, puro latim: abnùo,is,ùi,útum,ère ‘sinalizar com a cabeça para recusar, sinalizar que não com a cabeça’, daí: ‘negar, recusar, não consentir’.

Descobri abnuir anteontem, por acaso, no Houaiss eletrônico, e fiquei fascinado. O site “O Antagonista” poderia chamar-se “O Abnuente”, considerando que abnuente, adjetivo de dois gêneros, é “aquele que abnui ou discorda”.

Nota: escrevi este suelto às 8h da manhã de quarta-feira. Às 10h, quando recebi o Estadão, vi que o doutor Karnal também cuidou das Fake News. Fê-lo com sua imensa cultura, enquanto não passo de modesto ex-produtor de leite nas Serras Fluminenses.

Por derradeiro, observação de uma jovem parenta depois de entornar duas garrafas de espumante gaúcho: “O Moët é dispensável; basta o Chandon”.

Civilidade

Civilidade – Na propaganda de um dos seus programas, a GloboNews vive transmitindo em letras garrafais: “Ninguém reclama mais da segunda-feira”. É impossível que um canal daquela expressão, que o assinante paga mensalmente na tevê a cabo, não tenha um funcionário que leia aquele “mamais” – vós mamais do verbo mamar.

Ainda que o bico do peito da mulher amada seja point anatômico da melhor supimpitude, é indispensável que a dona do biquinho não esteja aleitada. Dizem que o gosto do leite humano é insuportável para adultos, mesmo apaixonados.

Se a GloboNews escrevesse “Ninguém mais reclama da segunda-feira” evitaria o mamais que soa tão mal, mas é a tal coisa: o canal pertence ao grupo empenhado na destruição acelerada de seu principal jornal impresso, hoje ilegível.

Basta dizer que na edição de 3 de maio, uma repórter fez matéria com o Dr. Bruno Chateaubriand sobre a onda de abusos sexuais, estupros e outros crimes entre os ginastas brasileiros, copiando os ginastas americanos e os membros da Academia Sueca, que não é academia de ginástica, mas a instituição que confere os Prêmios Nobel.

Desde o início de 2017 o Dr. Bruno preside a Federação de Ginástica do Rio e declarou à repórter: “A situação é mais séria do que imaginávamos. Este é um momento muito importante para o esporte”.

A matéria foi por aí falando do médico americano Larry Nassar, acusado de assédio por centenas (!) de ginastas americanas, falando da nadadora Joanna Maranhão que em 2008 denunciou seu técnico depois de anos de abuso na adolescência, mas se esquecendo de um fato importantíssimo, notório, comentado no Brasil inteiro: o Dr. Bruno Chateaubriand Diniz Weissmann, jornalista, apresentador, empresário, ex-ginasta, 42 anos, foi casado desde 1997 com o Dr. André Ramos durante 18 anos, período em que o casal promoveu festas de arromba no Edifício Chopin, vizinho do Copacabana Palace.

Separados há mais de um ano, André Ramos e Bruno Chateaubriand deram “um show de civilidade” para apresentar seus novos namorados aos amigos. André comemorou seu aniversário de 43 anos com um festão organizado por Bruno, na presença de seu atual namorado, o dermatologista Gabriel Monteiro de Castro. Para não ofuscar a noite do ex-companheiro, o Dr. Bruno esperou o dia seguinte para tornar público seu namoro recente com o empresário gaúcho Eduardo Braga. E disse à repórter do jornal: “A situação é mais séria do que imaginávamos”. Realmente…

Palavrões

Palavrões – Respire fundo, segure o fôlego e tente dizer, sem errar, pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiótico.

A equipe da BBC Brasil em Londres foi submetida à prova de fogo. Foram necessários alguns minutos – acompanhados de algumas engasgadas – para que a palavra fosse finalmente pronunciada.

Com 46 letras, a palavra foi registrada em 2001 no dicionário Houaiss e descreve o indivíduo que possui doença pulmonar causada pela inspiração de cinzas vulcânicas.

Apesar do tamanho, pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiótico está longe de ser uma das maiores palavras do mundo.

A isso se deve ao fato de que o português é uma língua flexiva (também chamada de flexional ou fusional), diferentemente do húngaro, por exemplo, que é uma língua aglutinante, ou seja, que tende à aglutinação.

“Nós aglutinamos também, mas não tanto como em outras línguas. Nossos limites, especialmente na língua do dia a dia, são bem curtos”, resume o professor Pasquale Cipro Neto à BBC Brasil.

Algumas palavras, contudo, não estão dicionarizadas, sendo restritas à literatura médica. É o caso do nome químico da maior proteína do mundo, conhecida como titina. A palavra possui 189.819 letras. São necessárias cerca de 3,5 horas para pronunciá-la.

No Reino Unido, uma das maiores palavras registradas é o nome de uma estação de trem numa cidade do País de Gales: Llanfairpwllgwyngyllgogerychwyrndrobwllllantysiliogogogoch.

Veja algumas das maiores palavras do mundo em outros idiomas:

Alemão:Donaudampfschifffahrtselektrizitätenhauptbetriebswerkbauunterbeamtengesellschaft (“Associação dos Funcionários Subordinados da Construção da Central Elétrica da Companhia de Barcos a Vapor do Danúbio”)

Dinamarquês: speciallaegepraksisplanaegningsstabiliseringsperiode (Período de estabilização para a prática médica de um especialista)

Espanhol: electroencefalografista (quem estuda pratica a Eletroencefalografia)

Francês: anticonstitutionnellement (algo que vai contra a Constituição)

Grego: λοπαδο­τεμαχο­σελαχο­γαλεο­κρανιο­λειψανο­δριμ­υπο­τριμματο­σιλφιο­καραβο­μελιτο­κατακεχυ­μενο­κιχλ­επι­κοσσυφο­φαττο­περιστερ­αλεκτρυον­οπτο­κεφαλλιο­κιγκλο­πελειο­λαγῳο­σιραιο­βαφη­τραγανο­πτερύγων (A palavra é mencionada na comédia As Mulheres na Assembleia, escrita por Aristófanes – 447-385 a.C.)

Holandês: Kindercarnavalsoptochtvoorbereidingswerkzaamheden (Preparação para um desfile infantil de carnaval)

Húngaro: megszentségtelenithetetlenségeskedéseitekért (descreve o comportamento de alguém que não pode ser desacatado)

Italiano: precipitevolissimevolmente (alguém que age de maneira precipitada)

Sueco: Nordöstersjökustartilleriflygspaningssimulatoraeistoa do anläggningsmaterielunderhållsuppföljningssystemdiskussionsinläggsförberedelsearbeten (trabalho preparatório de contribuição para a discussão sobre o sistema de manutenção de suporte do material do dispositivo de inspeção do simulador de aviação da artilharia de costa do norte do Mar Báltico)