Overdose

Overdose – Quando não mata, overdose faz mal à saúde. Na segunda-feira, 18 de junho, a televisão brasileira exibiu overdose de comentários futebolísticos. Nos canais que habitualmente vejo só se fala de futebol. Ninguém aguenta.

Portanto, vale comentário perfunctório sobre imigrantes, emigrantes, refugiados, fugitivos, asilados e outros problemas que assolam o planeta em 2018. Todos eles esbarram numa palavra que entrou em nosso idioma no ano de 1873: demografia. É a ciência que investiga as populações humanas (em aspectos como natalidade, produção econômica, migração, distribuição étnica etc.) sob uma perspectiva quantitativa.

Na esperança de que o caro e preclaro leitor tenha curtido o adjetivo perfunctório, que pintou no pedaço aí em cima, informo que a realidade demográfica de 2018 é inteiramente diferente daquela que existia até meados do século passado.

Aqui mesmo no Brasil, todos nos lembramos daquela música de Miguel Gustavo “Noventa milhões em ação, pra frente Brasil…” da Copa de 1970. Pois muito bem: os 90 milhões de 1970 são hoje, transcorridos 48 aninhos, 208 milhões de brasileiros.

No resto do planeta o aumento populacional foi igual ou pior. O “espaço” que havia para receber ondas migratórias não existe mais. Em 1802 a Terra tinha um bilhão de habitantes. Levou 126 anos para alcançar dois bilhões em 1928 e 13 anos para chegar aos três bilhões em 1961. A população do planeta passou dos sete bilhões em 2011.

Todo o espaço que havia para acolher gente até 1928, noventa anos atrás, quando a Terra alcançou dois bilhões de pessoas, já não existe hoje. Daí a complexidade do assunto tratado por alto, muito pela rama, nos casos de centenas, milhares de pessoas que fogem para Bangladesh ou para a Europa, eventualmente para o Brasil.

Onde arranjar empregos e moradia para haitianos e venezuelanos no Brasil que tem 13,7 milhões de desempregados e outros tantos vivendo em favelas?

Jubas

Jubas – Umtiti, Pogbá, Mbappé, Kanté, Sidibé são nomes incomuns na França europeia e seus donos rivalizam, em tom de pele, com os craques da seleção da Nigéria. Pois muito bem: 60 ou 70% da seleção francesa, 100% da seleção negeriana e os “suíços” nigérrimos Embolo e Zakharia dispensam jubas como as dos craques Willian e Marcelo, valerosos defensores da seleção de Tite.

Valerosos, sim, que o enfoque diacrônico não faz mal ao texto de ninguém. Resta saber qual é a relação daquelas cabeleiras e o futebol jogado pelos dois. Com todo o respeito e sem merecer a coima de racista, que nunca fui, tenho horror às jubas cultivadas pela dupla.

Cultivadas não se aplicam ao emaranhado capilar, que dá ideia de falta de limpeza. Muitos nigerianos falam ibo, língua Kwa da família nigero-congolesa, em que daalu significa “muito obrigado”. Foi o que aprendi na entrevista que Jorge Pontual fez com linda escritora nigeriana, dentes belíssimos, mulher nigérrima com os cabelos penteados como devem ser. Diz o Tradutor Google que Black Power em ibo é Nwa Ike.

Por enquanto, a seleção de Tite foi chinfrim. Se não melhorar MUITO, vai-se a última esperança brasileira de ter uma alegria em 2018, enquanto o Reino Unido festeja o primeiro casamento “oficialmente” gay de sua história. Lorde Ivar Mountbatten, primo da rainha, vai se casar com James Coyle e sua ex-mulher vai levá-lo ao altar.

Atitude civilizada da ex-mulher. Excelente e famoso escritor brasileiro, quando sua ex trocou-o por uma companheira, revisou sua imensa obra literária e retirou todas as referências à moça que viveu com ele durante anos.

Por falar em excelente e famoso escritor, muito boa a entrevista do americano Paul Auster à GloboNews. Autor de inúmeros best-sellers, Auster diz que escreve oito horas por dia e sua produção normal é de uma página. Excepcionalmente escreve duas páginas, raramente três e só uma vez conseguiu inteirar quatro.

Descobri o motivo pelo qual não sou excelente nem famoso. Quase todos os meus livros foram escritos em 15 dias, produção entremeada de porres cabeludos.

Gegen

Profissional muito respeitado, PhD, professor de Medicina, meu amigo informa que não tem montado na Dilma Vana, mas que ela sempre o procura na fazenda próxima de Belo Horizonte.

Homem cultíssimo, que leu tudo e assimilou tudo que leu de bom, faz tempo que monta na Dilma Vana, escolhida e adquirida no polo produtor de burros e mulas do Estado de Minas Gerais.

Dilma Vana é dócil, mas treteira, como todos os híbridos de jumento com égua. Num dos livros que escreveu sobre o Brasil, Sir Richard Francis Burton (1821-1890) contou que jamais percorreu 100 quilômetros montando burro ou mula que não lhe pregasse uma peça.

No mesmo telefonema em que me deu notícias de Dilma Vana, o excelente amigo quis saber os nomes dos meus candidatos nas eleições de outubro. Contei-lhe que ainda não escolhi os nomes, mas só voto nos candidatos do PSC, o Partido Social Cristão, que tem como fundador, ex-presidente e presidente de honra o doutor Vítor Jorge Abdala Nósseis.

Die PSC wurde am 15. Mai 1985 in Abgrenzung zum sozialistischen und progressiven Partido dos Trabalhadores gegründet. Der Eintrag in das Register der wahlberechtigten Parteien erfolgte jedoch erst am 29. März 1990. Auf Wahlzetteln trägt sie die Nummer 20.

Am 17. Juli 2015 übernahm Everaldo Pereira, in Brasilien bekannt als Pastor Everaldo, den Parteivorsitz, nachdem er bereits vom 17. Juli 2003 bis zum 16. Juli 2015 als Vizepräsident der PSC fungierte. Pastor Everoldo verkörpert die politische Linie der Partei: Antikommunistisch, gegen Homosexuellenehen, gegen Abtreibung und Lockerung der Drogengesetze.

Die PSC verzeichnete mit Stand Februar 2017 421.471 Mitglieder.

 

Acabo de aprender no Tradutor Google que “gegen” quer dizer “contra”, mas não voto no PSC por se apresentar como gegen Homosexuellenehen, que seria homofobia, e sim porque torra seus recursos com as garotas do partido.

E agora mesmo é que as coisas se complicaram aqui no computador, que começou a aspear embaixo das linhas. Pretendi aspar garotas e as aspas se meteram por baixo das putas beneficiárias do Fundo Partidário do PSC. Vou desligar o computador para ver se conserta sozinho.

Desliguei, voltei e o aspear „ continua sem funcionar. Resumindo, Nósseis é alvo de um inquérito do MP-MG, que apura a destinação de recursos da Fundação Instituto Pedro Aleixo (FIPA), vinculada à sigla até 2017 e financiada pelo Fundo Partidário para pagar prostitutas.

E os bandidos usaram um nome ilustre e digno como o de Pedro Aleixo para financiar a putaria. Nósseis foi expulso no fim de 2017. Há um áudio em que ele diz: „Eu tô vendo uma fofoca. Diz que eu dei dinheiro, né? Eu dei dinheiro da fundação para comer as puta (sic)… Conversa dela. Falei assim: Dei mesmo, e comi. Qual o problema? E agora? Vai fazer o que comigo? Dei, mas elas se formaram. Recuperei elas todas pra vida“.

Ué? Agora o aspear funcionou. Vai ver que o dinheiro da FIPA salvou as puta (sic) e as aspas.

Longa vida a todos, que hoje é dia de jogo do Brasil. O PSC salva putas, que se formam e caem fora do meretrício. Tchau e bênção procês todos.

Besteirol

Besteirol – Quando estas bem-traçadas linhas – têm hífen? – alcançarem o seu computador, a humanidade já saberá o resultado da partida de futebol entre a Rússia e a Arábia Saudita.

Esta última já foi um país sério, mas lá vai perdendo o rumo a partir do momento em que passou a permitir que as mulheres dirijam automóveis. Ao volante, as sauditas vão acabar tirando a burca, o xador e outros trajes que cobrem todo o corpo, à exceção dos olhos.

Conquista perigosa porque, sem burca ou xador, os saudi-arábicos vão descobrir que suas mulheres podem ser muito bonitas ou muito feias, com todas as gradações entre os dois extremos.

Razão tem uma igreja evangélica aqui de Juiz de Fora, que recomenda o sexo através de buraquinhos feitos nos lençóis. A evangélica juiz-forana, depois de pagar o dízimo ao piedoso pastor, pode permitir a penetração de seu marido e senhor, mas através de um buraquinho feito no lençol.

Sexo menos esquisito do que as praias de Sochi, cidade russa que hospeda a seleção brasileira. Praia costuma ser sinônimo de areal, mas as “praias” de Sochi só têm pedras no lugar da areia. É muita vontade de tomar banho de mar.

Depois do caprichado besteirol que você acaba de ler, peço licença para ir parando por aqui. Vou à tevê para assistir à cerimônia de abertura da Copa 2018, que, espero, faça justiça à arte dos russos.

Língua

Língua – Você feria? Faço a pergunta no dia em que, forçado, ferio. Culpa de um cidadão nascido em Lisboa no ano de 1195, morto em Pádua no ano de 1231, representado nas estátuas espalhadas por aí como jovem um tanto efeminado carregando o Menino Jesus e um lírio, quando foi homem forte e destemido, implacável contra os opressores dos fracos e contra o clero que não vivia de acordo com as regras, por isso chamado “inimigo mortal dos heréticos”.

Antônio de Pádua, canonizado em 1232, o Santo Antônio, é comemorado dia 13 de junho em Juiz de Fora, MG, que já foi Santo Antônio do Paraibuna. Daí o meu feriar, verbo em nosso idioma desde o século XIV.

Muitíssimo a propósito do tema “língua”, transcrevo texto do professor Eduardo Affonso, publicado há pouco mais de um mês no Dia da Língua Portuguesa.

“Volta e meia alguém olha atravessado quando escrevo “leiaute”, “becape” ou “apigreide” – possivelmente uma pessoa que não se avexa de escrever “futebol”, “nocaute” e “sanduíche”.

Deve se achar um craque no idioma, me esnobando sem saber que “craque” se escrevia “crack” no tempo em que “gol” era “goal”, “beque” era “back” e “pênalti” era “penalty”. E possivelmente ignorando que esnobar venha de “snob”.

Quem é contra a invasão das palavras estrangeiras (ou do seu aportuguesamento) parece desconsiderar que todas as línguas do mundo se tocam, como se falar fosse um enorme beijo planetário.

As palavras saltam de uma língua para outra, gotículas de saliva circulando em beijos mais ou menos ardentes, dependendo da afinidade entre os falantes. E o português é uma língua que beija bem.

Quando falamos “azul”, estamos falando árabe. E quando folheamos um almanaque, procuramos um alfaiate, subimos uma alvenaria, colocamos um fio de azeite, espetamos um alfinete na almofada, anotamos um algarismo.

Falamos francês quando vamos ao balé, usamos casaco marrom, fazemos uma maquete com vidro fumê, quando comemos um croquete ou pedimos uma omelete ao garçom; quando acendemos o abajur pra tomar um champanhe reclinados no divã ou quando um sutiã provoca um frisson.

Falamos tupi ao pedir um açaí, um suco de abacaxi ou de pitanga; quando vemos um urubu ou um sabiá, ficamos de tocaia, votamos no Tiririca, botamos o braço na tipoia, armamos um sururu, comemos mandioca (ou aipim), regamos uma samambaia, deixamos a peteca cair. Quando comemos moqueca capixaba, tocamos cuíca, cantamos a Garota de Ipanema.

Dá pra imaginar a Bahia sem a capoeira, o acarajé, o dendê, o vatapá, o axé, o afoxé, os orixás, o agogô, os atabaques, os abadás, os babalorixás, as mandingas, os balangandãs? Tudo isso veio no coração dos infames “navios negreiros”.

As palavras estrangeiras sempre entraram sem pedir licença, feito uma tsunami. E muitas vezes nos pegando de surpresa, como numa blitz.

Posso estar falando grego, e estou mesmo. Sou ateu, apoio a eutanásia, gosto de metáforas, adoro bibliotecas, detesto conversar ao telefone, já passei por várias cirurgias. E não consigo imaginar que palavras usaríamos para a pizza, a lasanha, o risoto, se a máfia da língua italiana não tivesse contrabandeado esse vocabulário junto com a sua culinária.

Há, claro, os exageros. Ninguém precisa de um “delivery” se pode fazer uma “entrega”, ou anunciar uma “sale” se se trata de uma “liquidação”. Pra quê sair pra night de bike, se dava tranquilamente pra sair pra noite de bicicleta?

Mas a língua portuguesa também se insinua dentro das bocas falantes de outros idiomas. Os japoneses chamam capitão de “kapitan”, copo de “koppu”, pão de “pan”, sabão de “shabon”. Tudo culpa nossa. Como o café, que deixou de ser apenas o grão e a bebida, para ser também o lugar onde é bebido. E a banana, tão fácil de pronunciar quanto de descascar, e que por isso foi incorporada tal e qual a um sem-fim de idiomas. E o caju, que virou “cashew” em inglês (eles nunca iam acertar a pronúncia mesmo).

“Fetish” vem do nosso fetiche, e não o contrário. “Mandarim”, seja o idioma, seja o funcionário que manda, vem do portuguesíssimo verbo “mandar”. O americano chama melaço de “molasses”, mosquito de “mosquito” e piranha, de “piranha” – não chega a ser a conquista da América, mas é um começo.

Tudo isso é a propósito do 5 de maio, Dia da Língua Portuguesa, cada vez mais inculta e nem por isso menos bela. Uma língua viva, vibrante, maleável, promíscua – vai de boca em boca, bebendo de todas as fontes, lambendo o que vê pela frente.

Mais de oitocentos anos, e com um tesão de vinte e poucos”.

Terço?

Terço? – Um argentino com focinho de bandido tentou visitar o preso Lula da Silva para entregar um terço, que teria sido bento pelo papa Francisco, também argentino. Impedido de entrar no local onde está guardado o namorado de Rose (lembram-se dela?), a história da visita e a foto do terço foram parar nas redes sociais e nos jornais.

Terço, no sentido daquilo que corresponde a cada uma das três partes iguais em que pode ser dividido um todo, seria decerto um exagero mesmo para os ladrões petistas. Comissões de cinco por cento são mais que razoáveis. Na dependência do vulto do contrato, dão para enricar o sujeito e sua família.

Sérgio Cabral Filho admitiu gastos pessoais da ordem de dezenas de milhões de reais. Gastos pessoais implicam tudo que se gasta com os parentes. A museóloga Magaly Cabral, mãe do gastador, deve ter sido “beneficiária” do dinheiro roubado por seu filhinho e fica indignada quando o vê algemado. Realmente, com algemas o roubo fica mais difícil.

Muitos anos atrás, um cavalheiro considerado o maior batedor de carteiras do mundo ensinava que um pente de bolso, metido na carteira de notas, dificultava, quase impedia o furto. Se me não falha a memória, o movimento feito pelo batedor para alcançar a carteira da vítima chamava-se “lance”.

Sérgio Cabral Filho, Luiz Inácio Lula da Silva e todos os seus comparsas dispensavam os lances, que ficavam por conta das construtoras na licitação das obras. O resto era providenciado como todos vimos e continuamos vendo nas notícias diárias.

Junho

Junho – Composto de 30 dias, aí temos o sexto mês do ano civil nos calendários juliano e gregoriano. Com ele e julho, o mês que vem, temos as festas juninas e julinas, espetáculos deprimentes que alcançaram o suprassumo da imbecildade e do ridículo no festar promovido pelo casal Lula da Silva na Granja do Torto, em Brasília, DF.

Juninas, julinas & caipiras são festas injustificáveis para maiores de 12 anos. Nas festas da Granja do Torto, o Brasil assistiu ao desfilar das chamadas altas autoridades da República. Foi um negócio de envergonhar um continente.

Ministros fantasiados de palhaços, presidente e primeira-dama idem, como se os ruralistas brasileiros se vestissem de jecas nas datas festivas.

Vizinho de um seminário normalmente silencioso tenho ouvido os efeitos juninos na instituição educacional onde se formam os eclesiásticos e muitos bandidos como aquele Gilberto Carvalho, ministro do Lula. A bem da verdade, o som do “meu” não chega aos pés da criminosa barulheira dos pancadões paulistanos, mas é suficiente para agitar um recanto normalmente tranquilo. E não passa das 10 da noite.

Por mal dos pecados, os “artistas” não entoam o maravilhoso canto gregoriano dos beneditinos do Rio, mas uma mistura de MPB mal-ajambrada com as hoje inevitáveis guitarras elétricas. É também possível que os acordeões deem o ar da sua falta de graça. De longe não dá para ver.  Em menino fui vítima da onda acordeonista que assolou o Rio. Não havia senhora das boas famílias que não estudasse acordeão, que não tocasse acordeão: um pavor.

No mais, temos em Singapura o encontro dos penteados do século. É difícil eleger o mais ridículo.

Público-alvo

Público-alvo – Em 1925, quando passou desta para a pior, Irineu Marinho não podia imaginar o público-alvo de seu jornal 93 anos depois. Ressuscitando, ficaria horrorizado com a matéria de página inteira publicada na edição de 9 de junho de 2018. Assunto: entrevista do cantor Marcelo Falcão. Manchete em letras garrafais: “Posso ser tão foda quanto O Rappa”.

Foto colorida de 20 x 29 cm do senhor Marcelo Falcão, figura assustadora cujas opiniões não interessam a ninguém, mesmo depois do entrevistador Silvio Essinger informar que o senhor Falcão dividiu o terapeuta com Roberto Carlos. Terapeutas sofrem. Não por acaso Lacan inventou as sessões de cinco minutos, pagas a peso de ouro, para livrar-se dos malucos.

Muitos clientes pagam em dinheiro e o terapista não pode declarar seus rendimentos ao imposto de renda. Os realmente inteligentes investem os cobres em champanhe vinificado em Reims, no que obram muitíssimo bem.

É doloroso o processo de extinção do jornal impresso. Papel, tinta e distribuição muito caros, tiragens ridículas, público-alvo em excício. Valha o substantivo, que ninguém conhece, mas está no Houaiss: “condição do que ou de quem se arruinou; dano, estrago, prejuízo. A morte humana”.

Faz frio. Maldito “friozinho” a que se referem as jornalistas das televisões. Falcão é designação comum a várias aves falconiformes da família dos acipitrídeos, pandionídeos e falconídeos, consideradas aves de rapina.

Rapina é ato ou efeito de rapinar; roubo praticado com violência; rapinação. Se o roubo é praticado com violência, Gilmar Mendes não manda soltar o ladrão. Marcelo Falcão não é bandido, é cantor e dividiu o terapeuta com Roberto Carlos. Portanto, pode ser tão foda quanto O Rappa. E os imbecis que assinam o jornal que se danem.

Mistura Fina

Mistura Fina – O pessoal cismaram, como diz o apenado Lula, de implicar com o coronel Lima, amigo de Michel Miguel Elias Temer Lulia há 30 anos. Nessa implicância a polícia descobriu negócios escusos da Argeplan, empresa que pertence ao coronel, nome que sugereAmplaRapinaGeralEstruturadaPlanejadaLabiosaArti-culadaNacional. Tentei hifenizar Articulada e o computador não concordou com o final de linha em cu, separando “c” de “u”, crime grave à luz da proctologia e da seriedade exigida de um cavalheiro caminhado em anos.

Minas vive dias inimagináveis. A eleição de Fernando Damata Pimentel confirmou que a maioria do eleitorado mineiro é impensante. Democracia com eleitores que escolhem Pimentel, Cabral, Crivella & Cia. é meio difícil.

Inimaginável a queima de dezenas de ônibus; ônibus urbanos circulando com escolta e com policiais à paisana ultrapassam nosso poder de imaginação.

E a invasão do Palácio da Liberdade? Não foi em Mogadíscio, mas em Belo Horizonte. Presumo que você, preclaro leitor, também não saiba onde fica Mogadíscio. Console-se comigo. Vou ao Google e aprendo que Mogadíscio ou Mogadixo é a capital e a maior cidade da Somália. Localiza-se na costa do Oceano Índico e tem aproximadamente 1,7 milhão de habitantes. Seu prefeito é Abdirahman omar, assim mesmo, com “o” minúsculo, que deve ser erro do Google. Omar significa “o que tem uma vida longa”, “homem cheio de vida”, “homem ilustre pela riqueza”, como o muito nosso e nunca assaz louvado Omar Resende Peres Filho, o Catito, que trocou Minas pelo Rio e lá vai comprando e operando a Cidade Maravilhosa, do Hippopotamus ao Bar Lagoa, passando por La Favorita na Avenida Atlântica, sem olvidar o Jornal do Brasil, que tem em seu conselho editorial ninguém menos que Wilson Cid, um dos jornalistas mais brilhantes e honestos do Brasil.

c*@t

c*@t – Saudoso amigo açoriano, natural da Ilha de Pico, criticava o jornalismo esquizóforo praticado por aí. Sendo esquizóforo tem relação com as moscas, que vivem procurando sangue e merda. Realmente, está ficando impossível acompanhar o noticiário televisivo que repete, esmiúça, enfatiza as tragédias do cotidiano nacional e só as “aposenta” quando surgem desgraças piores.

O jornalismo impresso também pirou de vez, ao ponto de a senhora Lúcia Guimarães, residente nos EUA, ex-participante do programa Manhattan Connection, hoje colunista semanal do Estadão, intitular sua coluna do dia 4 de junho: “Diálogos da vagina”.

Salvo melhor juízo, a vagina deveria dialogar (conversar, trocar ideias) com diversas partes da anatomia masculina, que me abstenho de listar porque sou de uma pudicícia que encanta e comove. Vagina que dialogue com outra vagina remete o leitor ao orgulho LGTBI+, que lá vai tomando conta do pedaço.

Lúcia Guimarães esclarece: “Mas não usou ‘vagina’ e sim c*@t, uma variação chula”. Homessa! Quer dizer que c*@t é uma chulice? Até se entende que não seja abençoada como vagina, conduto musculomembranoso que vai do útero ao orifício externo do canal genital, mas chularia?

O Google, que sabe tudo, é avaro de informações sobre c*@t e tem imagens de c*@t não relacionadas com a abençoada parte da feminil anatomia. É possível que a partir de amanhã (escrevo dia 6 de junho) o Google disponha de copiosas informações sobre o palpitante assunto.

Alfim e ao cabo, se as vaginas têm lábios, devem ser craques ao dialogar.