Sobre Mim

Miniautobiografia

Nasci no Rio de antigamente, morei nas roças de muitos estados e hoje moro em Juiz de Fora, MG. Tenho carta de bacharel em Direito. Advoguei durante quatro longos dias para o Sindicato dos Padeiros do Estado da Guanabara, experiência suficiente para confirmar que não nasci para advogar. Fui bancário, repórter, tenho 19 livros publicados e, seguramente, mais de 15 mil crônicas políticas, de costumes, esportivas, agropecuárias. Só na revista A Granja, publicação mais antiga em circulação contínua no Brasil (72 anos), são 35 anos de crônicas mensais.

Há coisa de sete anos adotei o pseudônimo Philosopho para fugir do abominável pronome sujeito eu, em que chafurda a esmagadora maioria dos cronistas deste país grande e bobo. Antes, quando compunha durante 15 anos textos diários de até 500 palavras, fui Texticulista, sempre fugindo do eu.

Desempregado desde 2014, recorri a este blog para continuar publicando minhas tolices ajudado por ilustres patrocinadores e colegas da Escola Gagaísta, explicada mais adiante.

Ao contrário do que dizem os mentirosos e os inaptos, escrever é muito divertido e os assuntos abundam como abunda a pita, grande erva rosulada da família das agaváceas.

Lacan teria dito que a escrita substitui o sexo. Se não disse, deve ter pensado. De qualquer forma, é preciso tomar cuidado com os psicanalistas e outros profissionais da área psi mais interessados no conhecimento dos seus problemas do que na solução dos desarranjos de seus pacientes.

Meu nome de guerra é Eduardo Almeida Reis, enquanto o de batismo tem um Brant depois do Eduardo e “dos” depois de Almeida. Três filhas, dois netos e vários casamentos, um dos quais durou exatos três meses e dezoito dias com uma imbecil completa, mas de ótima família. Por pouco-pouco, muito pouco mesmo, não lhe dei uma coça no décimo oitavo dia do quarto mês.

Opiniões

Quem escreve se expõe, opina, faz amigos, inimigos e indiferentes. Faço inimigos como também tenho feito bons amigos. “Ter inimigos parece um gênero de desgraça, mas não os ter é indício certo de outra muito maior…” escreveu o padre Vieira.

Os indiferentes não contam nem importam, mas os amigos muitas vezes nos comovem e há casos em que não os conhecemos pessoalmente. Transcrevo meia dúzia de opiniões sobre este venerando Philosopho: “É o vingador dos intransigentes, o redentor dos politicamente incorretos: mira com precisão na burrice e não deixa aleijado não: é tiro e queda” (José Nêumanne Pinto).

“Gênio rural” (David Nasser). “O mais divertido humorista brasileiro” (Guilherme de Figueiredo). “Montaigne porra-louca” (João Ubaldo Ribeiro). “O melhor cronista do nosso agro” (Mário Mazzei Guimarães). “…um verdadeiro, um primoroso, um alto pensador. Não sei de nenhum que lhe possa ombrear no fulgor de sua graça e, mais do que isso, do seu estilo” (Abgar Renault). “Pinguço e reacionário, mas tem caráter” (José Roberto de Alencar).

Gagaísmo

Dadaísmo, da Escola Dadá, foi um movimento artístico de cunho niilista, nascido durante a Primeira Guerra Mundial e durou de 1916 a 1922 utilizando a mistificação, o riso, a incongruência e a provocação para negar todas as formas de arte e denunciar o absurdo e o arbitrarismo reinantes no mundo.

Exatos 100 anos depois, a Escola Gagá vem do gagaísmo, movimento crítico de cunho humorístico pela óptica dos idosos inconformados com os rumos de um Brasil de estradas em pandarecos, 58 mil homicídios/ano, corrupção generalizada, ignorância galopante, tatuagem esfuziante, massacre do idioma, educação esquecida, cordialidade sumida, homoerotismo impositivo e o mais que é visto, praticado e aconselhado por aí.